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16 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 França: Maduro instaurou ditadura na Venezuela - Jornal Brasil em Folhas
França: Maduro instaurou ditadura na Venezuela


O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo venezuelano de Nicolás Maduro instaurou uma ditadura no país e tenta se perpetuar no poder.

Uma ditadura tenta se perpetuar a um preço humanitário sem precedentes e radicalizações ideológicas preocupantes, afirmou Macron em seu primeiro discurso de política externa diante de diplomatas franceses.

Desejo discutir com os governos da América Latina e da Europa maneiras de evitar novas escaladas, incluindo regionais, acrescentou o jovem presidente centrista, de 39 anos.

Diante de mais de 150 embaixadores franceses reunidos no Palácio do Eliseu, Macron colocou a luta contra o terrorismo no centro da diplomacia francesa e assegurou que devolverá a uma França independente sua posição no mundo.

A segurança dos franceses é a razão de ser da nossa diplomacia, esta exigência é visceral e devemos responder a ela sem esmorecer, lançou o chefe de Estado.

Estabelecendo três eixos fortes - a segurança, a independência e a influência da França -, Macron ressaltou sua vontade de ver uma França retomando sua posição entre as nações e capaz de se fazer ouvir.

Desde sua chegada ao poder em maio, o presidente se fez notar no cenário internacional com declarações que seduziram, ou irritaram, mas esta foi a primeira vez que desenhou os contornos de sua doutrina externa.

A luta contra o terrorismo islamita é a primeira prioridade de nossa política externa. Sim, eu falo de um terrorismo islamita e assumo perfeitamente o emprego deste adjetivo, declarou.

O Daesh (acrônimo em árabe do grupo Estado Islâmico) é nosso inimigo, ressaltou Macron, acrescentando que o retorno da paz e da estabilidade no Iraque e na Síria é uma prioridade vital para a França.

Macron, que havia chocado a oposição síria em junho ao dizer que não enxergava um sucessor legítimo ao presidente Bashar al-Assad, assegurou que a reconstituição de um Estado de direito na Síria deve ser acompanhada pela justiça aos crimes cometidos, principalmente pelas autoridades.

Sobre outros países onde a França está engajada nessa luta, Macron anunciou a nomeação de um enviado especial para o Sahel e a organização de uma reunião no final de setembro sobre a Líbia, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Sobre o Oriente Médio em geral, o chefe de Estado francês se recusou a escolher entre os dois rivais regionais, a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita, e reafirmou o compromisso da França com o acordo nuclear de 2015 com Teerã.

A respeito da Europa, ele assegurou que Paris irá propor reformas após as eleições alemães. O presidente voltou a defender uma refundação do bloco em vários formatos.

Segundo Macron, o Brexit mostra que quando a Europa não passa de um mercado, ela é rejeitada.

Isso nos obriga a sermos mais inovadores: devemos pensar em uma Europa em vários formatos, ir além com aqueles que querem avançar, sem sermos travados pelos Estados que desejam avançar menos rapidamente, ou menos longe, acrescentou.

Sobre a mudança climática, enfim, Macron confirmou a realização de uma conferência internacional na capital francesa em 12 de dezembro e anunciou que trabalhará na ONU por um pacto mundial sobre o meio ambiente, sem dar mais detalhes.

 

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