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 Palestina dedica a vida aos cães, pouco apreciados na região - Jornal Brasil em Folhas
Palestina dedica a vida aos cães, pouco apreciados na região


Quando entra em um dos canis de seu abrigo, Diana Babish é recebida por cães que agitam freneticamente o rabo em busca de carinho

Quando entra em um dos canis de seu abrigo, Diana Babish é recebida por cães que agitam freneticamente o rabo em busca de carinho.

Babish dirige em Beit Sahour, perto de Belém, um abrigo para cães, um raro santuário canino nos Territórios Palestinos, onde a população costuma desdenhar destes animais.

Camisa, maquiagem e bijuteria discretas, Diana Babish, na faixa dos quarenta anos, manteve o estilo de quando dirigia uma agência bancária, no auge de seus vinte anos de carreira profissional.

Sem ter o menor conhecimento em medicina veterinária, ela abandonou seu emprego para se dedicar às criaturas peludas que a cercam agora: quarentena ao todo, brancos, marrons, pretos, a maioria com as orelhas caídas, pelagem longa ou curta, dóceis, outros que olham o visitante com desconfiança. Eles não parecem ter tido uma vida fácil.

Os animais são maltratados ​​nos Territórios Palestinos, mas são criaturas de Deus, diz ela.

Desde que abriu o canil há 18 meses, nas colinas rochosas da Cisjordânia, já cuidou de 130 cães adultos e 200 filhotes, com o apoio de organizações estrangeiras, como a Fundação Brigitte Bardot.

Diana Babish os alimenta, aprendeu a aplicar injeções, cuida das feridas infligidas pelos homens e os prepara para adoção.

Dois cães, em média, encontram um dono todas as semanas, na maioria das vezes em Israel. Os animais representam, assim, uma ponte discreta entre os dois povos, apesar da persistência do conflito israelense-palestino.

- Fazê-los aceitar -

Custa cerca de 60.000 dólares por ano manter o abrigo funcionando. Os cães comem 50 quilos de ração todos os dias. Diana Babish gasta parte de suas economias.

O maior desafio não é encontrar dinheiro, mas fazer as pessoas aceitarem a ideia de que os animais podem viver na rua sem serem exterminados, diz ela.

Como em muitos outros países, os cães não são bem-vindos nas ruas.

Mas, na Cisjordânia, muitas pessoas acreditam que os cães são impuros e escritos islâmicos falam sobre eles de forma desfavorável.

Uma das histórias contadas pelo profeta Maomé aponta o contrário, como um homem que cruza com um cão sedento e desce em um poço para buscar água para o animal.

Na Faixa de Gaza, outro território palestino geograficamente separado da Cisjordânia, um pai de família também abriu um abrigo para cães em 2016.

Karima Allan, uma palestina dos arredores de Hebron, ao sul de Beit Sahour, lembra o dia em que entrou em pânico e chamou Diana Babish porque um desses animais errantes e famintos que atravessam a Cisjordânia, expondo-se ao veneno ou a armas, tinha vindo para dar à luz a seus filhotes debaixo de uma árvore em seu terreno.

Foram os gritos do animal que a despertaram. Ela foi esfaqueada no pescoço enquanto ainda estava amamentando, diz Karima Allan.

Ela aplicou desinfetante na ferida, deu comida aos cães e chamou Diana Babish, que chegou a tempo. A mãe e seus filhotes sobreviveram.

 

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