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18 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Países avançam sobre Acordo de Paris; EUA mantém posição - Jornal Brasil em Folhas
Países avançam sobre Acordo de Paris; EUA mantém posição


Os ministros do Meio Ambiente reunidos neste sábado em Montreal avançaram na aplicação do Acordo de Paris sobre o clima, enquanto os Estados Unidos, que pareciam dispostos a suavizar sua posição, voltaram atrás.

Estamos satisfeitos com o sucesso da nossa reunião e pela reafirmação que o Acordo de Paris é irreversível e não negociável, declarou a ministra canadense da Mudança Climática, Catherine McKenna, durante a coletiva de encerramento do encontro.

A mensagem foi dirigida aos Estados Unidos, que assinaram o acordo sob o governo de Barack Obama, mas sobre o qual Donald Trump voltou atrás em junho.

Em um primeiro momento, o comissário europeu para o Clima Miguel Arias Cañete afirmou que os Estados Unidos indicaram que não iriam renegociar o Acordo de Paris, mas que revisariam os termos com os quais poderiam se comprometer sob o acordo.

Contudo, horas depois, a presidência americana garantiu que não há nenhuma mudança na posição dos Estados Unidos sobre o Acordo de Paris.

Como o presidente Donald Trump disse claramente em diversas ocasiões, os Estados Unidos se retiram, a menos que termos mais favoráveis ao nosso país sejam incluídos, do Acordo de Paris, garantiu a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders.

Para o ministro francês, sem se mostrar pessimista ou otimista, alguns estados como Califórnia e grandes cidades, assim como grandes e pequenos atores econômicos querem compensar com seu dinamismo a freada que poderia supor a atitude da administração Trump.

Por iniciativa do Canadá, da União Europeia (UE) e da China, esta reunião acontece a cada 30 anos desde a assinatura do Protocolo de Montreal para a Proteção da Camada de Ozônio, um acordo internacional histórico, de acordo com Catherine McKenna.

Este protocolo é o exemplo de que o mundo deve continuar a agir para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas, ressaltou.

Estamos unidos e devemos agir juntos, acrescentou McKenna, ao receber ministros e representantes de mais de 30 países, lembrando os últimos eventos meteorológicos: tufões, inundações, furacões, entre outros.

As mudanças são reais. Os fenômenos climáticos extremos são mais frequentes, mais poderosos e mais destrutivos, indicou a ministra, dando como exemplo a situação das crianças em Barbuda, que não têm escola, depois que o furacão Irma devastou a ilha do Caribe há uma semana.

A fim de respeitar um calendário abalado pela saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Clima (COP21), por decisão do presidente Donald Trump, UE, China e Canadá assumiram a liderança do combate às mudanças climáticas e manifestaram sua determinação de seguir adiante.

Não é uma discussão burocrática. É uma discussão política, com importantes etapas destinadas a conseguir uma transição para as energias limpas, de modo a deter o aquecimento global, frisou o comissário europeu para o Clima, Miguel Arias Cañete.

O objetivo é limitar o aumento da temperatura média do planeta a 1,5°C até 2050 em comparação com o nível da era pré-industrial.

Para novembro, está programada a próxima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP23) em Bonn, na Alemanha, sob a presidência das Ilhas Fiji.

A UE pretende apresentar propostas a seus Estados-membros, em breve, para reduzir suas emissões de carbono no setor dos transportes, anunciou seu presidente, Jean Claude Juncker, esta semana.

Outro grande emissor de CO2, a China, informou sua intenção de proibir a venda de carros movidos a combustíveis fósseis, um objetivo ambicioso para o primeiro mercado automotivo do mundo.

O Reino Unido também expressou sua intenção de agir na mesma direção, assim como a França, cujo ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, declarou sua vontade de proibir a venda de veículos a diesel e gasolina até 2040.

 

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