Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


21 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Espanha e Catalunha vivem séculos de embate - Jornal Brasil em Folhas
Espanha e Catalunha vivem séculos de embate


A crise aberta entre as autoridades da Catalunha e da Espanha em torno do referendo de autoderminação de domingo, proibido por Madri, é o mais recente episódio de uma história complicada entre a região e o poder central.

Os separatistas, no poder nesta região do nordeste da Espanha, têm se comparado ultimamente com a II República espanhola (1931-1936) sufocada pelo general Francisco Franco e suas tropas depois de três anos de guerra civil.

Em manifestações recentes na Catalunha ouviu-se o grito Não passarão!, famoso slogan antifascista da Guerra Civil espanhola, após a detenção de 14 altos funcionários catalães relacionados com a organização da consulta.

As tropas de Franco tomaram a Catalunha nos últimos meses da Guerra Civil, no começo de 1939, provocando um êxodo maciço para a vizinha França.

A primeira coisa que Franco faz é suprimir a Generalitat da Catalunha, o governo regional autônomo, além de reprimir o uso da língua catalã, lembra Jordi Canal, historiador na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) de Paris.

Também em tempos de república, e para opôr-se à direita que, nesse momento, governava a Espanha, o presidente da Generalitat Lluís Companys proclamou em 1934 um efêmero Estado catalão da República Federal espanhola.

Na falta de apoio, a Companys dura 6 ou 7 horas (...), e sai com as mãos ao alto, detido, conta Jordi Canal. A imagem do dirigente em sua cela causou furor entre os catalães.

Exatamente o que o governo espanhol tenta evitar nesses dias, acrescentou Jordi Canal.

Companys se exilou depois na França, mas foi denunciado pelos nazistas em 1940, entregue à Espanha e fuzilado.

É a imagem fundamental do presidente mártir, afirma o historiador catalão Joan Baptista Culla.

- Símbolos antigos -

A história catalã, no entanto, é marcada por símbolos que se remontam a tempos mais longínquos, como é o caso da Diada, a festa da Catalunha, dominada desde 2012 por grandes manifestações separatistas.

Recorda a queda de Barcelona em 1714 nas mãos das tropas do rei da Espanha Felipe V de Bourbon, neto do monarca francês Luis XIV.

Após a batalha, a Catalunha, que até então tinha instituições e leis próprias dentro do reino, ficou sujeita às leis de Castilha, conta Joan Baptista Culla.

Pode-se dizer que os catalães perderam seus direitos privilégios, mas não foi uma guerra nacionalista, como afirmam alguns catalães, matiza Andrew Dowling, especialista da Catalunha na universidade britânica de Cardiff.

Os catalães foram castigados porque apoiaram o lado equivocado na guerra, o dos Habsburgos, originários da Áustria, resume Dowling, lembrando que o primeiro partido nacionalista catalão não apareceu até 1901.

Os catalães se viam como pessoas avançadas cultural e economicamente, e consideravam a Espanha como uma sociedade atrasada e inculta, em uma época traumática para o país, que acabava de perder as colônias de Cuba, Porto Rico e Filipinas, com o consequente dano econômico para os empresários catalães.

Este despertar nacionalista, aponta Jordi Canal, não nasce do nada. Havia uma língua própria, uma velha literatura, um velho direito civil, e um passado e presente industrial muito mais forte que em outros territórios espanhóis.

- O papel da escola -

Além do peso de todos esses símbolos, Joan Baptista Culla destaca que o separatismo atual se alimenta de coisas que aconteceram nos últimos sete ou anos anos.

Muitos catalães viram como um insulto que, em 2010, o Tribunal Constitucional tenha anulado uma parte-chave do novo Estatuto de autonomia da Catalunha, que dava à região a categoria de nação.

Jordi Canal argumenta que as escolas e os meios de comunicação catalães desempenharam um importante papel, pois conveceram os catalães, sobretudo os mais jovens, de que são membros de uma nação e que merecem um Estado.

Joan Baptista Culla nega que tenha havido uma promoção sistemática do nacionalismo nos colégios.

Na Catalunha há dezenas de milhares de professores e professoras. Pensar que todos eles são robôs e que todos eles são separatistas radicais é grotesco.

 

Últimas Notícias

Bolsonaro elogia Mandetta e Wagner Rosário, ministros anunciados hoje
Atos em Brasília marcam os 50 anos da Receita Federal
Temer pede que brasileiros reflitam sobre questão racial
Grafiteira faz mural de 500 m2 no Rio para homenagear mulheres negras
Dia da Consciência Negra é comemorado no Rio com homenagem a Zumbi
Estados poderão decidir se darão aulas a distância no ensino médio
Moro escolhe delegados da Lava Jato para PF e departamento do MJ
Estudante poderá escolher área a ser avaliada no segundo dia do Enem

MAIS NOTICIAS

 

Estimativa do mercado para inflação cai pela quarta vez seguida
 
 
Autoridades de Cuba anunciam retorno de médicos antes do fim do ano
 
 
Guatemala monitora atividades de vulcão que pode ter novas erupções
 
 
Ex-CEO da Nissan é preso no Japão suspeito de reduzir próprio lucro
 
 
Governador eleito do Rio promete nova concessão para o Maracanã
 
 
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212