Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Cinquenta países começam troca automática de dados fiscais - Jornal Brasil em Folhas
Cinquenta países começam troca automática de dados fiscais


Cinquenta países vão começar a trocar automaticamente, a partir deste sábado, dados fiscais de seus habitantes, mais um passo na direção do fim do sigilo bancário, mas que não resolve todos os problemas relacionados à fraude fiscal.

Em 30 de setembro, os território britânicos de Anguila, Bermudas e Ilhas Caimans, entre outros, deixaram de ser paraísos fiscais e se tornaram os primeiros países a compartilhar automaticamente os dados bancários de seus cidadãos, uma medida demandada pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A lista dos primeiros 50 países inclui quase todos os Estados-membros da União Europeia (a Áustria vai entrar daqui a um ano), dez territórios dependentes do Reino Unido e da Dinamarca, bem como alguns membros destacados do G20, como África do Sul, Argentina, Coreia do Sul, Índia e México.

A partir de sábado, se um francês, por exemplo, abrir uma conta em Liechtenstein, o fisco de Paris não vai precisar pedir informação ao de Vaduz, já que será comunicado automaticamente do saldo bancário, bem como dos juros, dividendos e outros lucros das vendas de ações e títulos.

Essa mudança é fruto de uma década de combate à evasão fiscal, que se tornou uma prioridade mundial após a crise financeira de 2008.

Uma segunda série de países vai aplicar a mesma medida a partir de setembro de 2018, entre eles, várias nações conhecidas por sua discrição, como Andorra, Mônaco, Singapura, Suíça, além de Brasil, China, Rússia e Japão.

Os Estados Unidos, um dos grandes ausentes do dispositivo mundial, já contam com dezenas de acordos bilaterais acerca do intercâmbio de dados bancários, especialmente com Luxemburgo, Mônaco e Suíça.

- Um passo à frente -

É o fim definitivo do sigilo bancário, disse Pascal Saint-Amans, diretor do centro de política e administração fiscal da OCDE. Tanto se a conta for aberta em nome próprio, ou por meio de um truste, ou uma empresa no Panamá, será declarada.

A fraude fiscal não vai desaparecer, contudo, de um dia para o outro. Mas agora, para esconder dinheiro no exterior, será preciso passar por advogados corruptos e instituições financeiras duvidosas, ou seja, usar circuitos extremamente complexos e muito mais arriscados, explica.

O intercâmbio automático muda profundamente a natureza das coisas. Por exemplo, os banqueiros suíços já não aceitam os clientes que não declaram seus ativos e muita gente declarou suas contas no exterior, garante. A OCDE estima que são pelo menos 500 mil no mundo, com 85 bilhões de euros de impostos coletados.

É claramente um passo à frente, que vai permitir encontrar os menos organizados, reconhece Manon Aubry, porta-voz da organização Oxfam na França.

A ONG continua, entretanto, cética a respeito da identificação dos proprietários de trustes e outras fundações, que avança na Europa, mas fica estagnado a nível global, e em relação à plena cooperação de certos Estados, como a Suíça.

- E as empresas? -

Desde o escândalo do Luxleaks, os membros da UE trocaram mais de 9 mil documentos, mas para a Oxfam o que está em jogo é a difusão dessas informações, já que por trás, pode haver uma pressão da sociedade civil e da mídia.

Anne-Laure Delatte, diretora-adjunta do Centro de Estudos Prospectivos e de Informações Internacionais (CEPII), concorda. O órgão analisou a presença e a atividade dos bancos europeus nos paraísos fiscais.

Encontramos coisas um pouco estranhas, como filiais não declaradas, ou receitas desproporcionais, resume. O regulador não tem tempo de fazer isso, é um ano de trabalho.

Essa medida poderá ser aplicada em breve a outras multinacionais. Assim, cerca de 50 países e territórios aceitaram o intercâmbio automático de informações contáveis e fiscais de grandes grupos, que teria que começar em meados de 2018, segundo a OCDE.

Mas o Parlamento europeu introduziu, em julho, algumas exceções, acerca de dados delicados, cuja divulgação poderia acarretar em prejuízos às empresas afetadas.

 

Últimas Notícias

Nordeste perdeu 1 milhão de trabalhadores no campo de 2012 para 2017
IBGE prevê em 2019 safra de grãos 0,2% menor que a de 2018
Safra de grãos pode chegar a 238,3 milhões de toneladas, diz Conab
Banco do Brasil tem lucro de 14,3% no terceiro trimestre
Percentual de inadimplentes recua em outubro, diz CNC
Boletos vencidos de todos os tipos serão pagos em qualquer banco
Leonardo de Morais toma posse na presidência da Anatel
Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do país, prevê SPC

MAIS NOTICIAS

 

No Congresso, Temer defende reuniões frequentes entre Poderes
 
 
Bolsonaro reafirma, no Congresso, compromisso com a Constituição
 
 
Bolsonaro critica Enem e diz que prova deve cobrar conhecimentos úteis
 
 
Governo de transição dividiu trabalhos por temas em dez frentes
 
 
Para ministro, é “mais simples” unir MEC com Ciência e Tecnologia
 
 
Bolsonaro e Temer iniciam hoje formalmente governo de transição

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212