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19 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Aplicativo permite que usuário avalie transporte no Rio de Janeiro - Jornal Brasil em Folhas
Aplicativo permite que usuário avalie transporte no Rio de Janeiro


Quem usa transporte público na cidade do Rio de Janeiro ou até mesmo pega uma bicicleta para chegar a seu destino já pode avaliar os serviços e as ciclovias por meio do aplicativo para celular MoveCidade, lançado na última semana na cidade. com linguagem e apresentação simples, o objetivo é verificar como stá o funcionamento dos meios de transporte e gerar dados para cobrar melhorias das concessionárias e de governos.

A ferramento foi criada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), organização não governamental que defende os direitos do consumidor e do cidadão, que lançou o aplicativo em São Paulo no fim de 2016, e em Belo Horizonte, também na última semana.

No MoveCidade, os usuários podem relatar problemas nas linhas de ônibus municipais e intermunicipais, no metrô, no sistema de bicicletas compartilhadas, no trem, nas barcas e no VLT, por exemplo. A ferramenta faz perguntas sobre limpeza, segurança, pontualidade, cortesia do motorista, acessibilidade além de como é o pagamento. O usuário deve dar uma pontuação que varia de uma a cinco estrelinhas, na própria tela do aplicativo.
Rio de Janeiro - Viagem inaugural do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Carioca, no centro da cidade (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Aplicativo permite que usuário avalie qualidade do transporte no Rio de Janeiro

Passageiros no Rio têm relatado com frequência problemas no pagamento. Os cartões Riocard, o bilhete eletrônico, por exemplo, não passam e às vezes chegam a travar as roletas. “Eu já precisei trocar de ônibus porque a catraca do Riocard travou e mesmo quem faria o pagamento em dinheiro não pode entrar”, contou Keite Coelho, que pega ônibus na Rua Riachuelo, no centro. Ela também reclamou da ausência de cobradores. “A gente vê motoristas dando troco, dirigindo, contando passageiro, é perigoso”, queixou-se.

O passageiro faz uma avaliação geral e cabe ao Idec dar publicidade aos dados. Além das perguntas básicas, pode responder um questionário detalhado, dando notas para o tempo de conexão, velocidade dos veículos e condições das ciclovias. No caso do metrô, trens e das barcas, há pergunta também sobre a facilidade de levar a bicicleta nos vagões e acessibilidade para pessoas com deficiência.

O MoveCidade está disponível para o download pelo Sistema Android e iOS.

Com base nos dados coletados, o Idec cria um ranking de linhas, estações e estruturas relacionadas que podem ser comparadas. O coordenador de mobilidade do instituto, Rafael Calabria, explica que a proposta é enviar um relatório anual completo, detalhado, aos prestadores de serviços e autoridades, como forma de reivindicar investimentos em mobilidade. “Esporadicamente, lançaremos outros relatórios temáticos, por exemplo, sobre a visão da mulher no transporte, balanço específico de trem ou de metrô”.

Em São Paulo, conforme Calabria, chama a atenção o fato de mulheres avaliarem lotação e segurança nos modais bem pior que os homens”.

Insatisfação

A proposta do Idec é que o aplicativo seja uma forma menos complicada para o usuário avaliar o transporte público.

Na cidade do Rio, já existem sistemas em que os passageiros podem fazer reclamações. Porém, os usuários afirmam que esses sistemas exigem muitos dados ou não respondem às demandas.

Os passageiros podem fazer as reclamações por meio do número 1746 - por meio do site, aplicativo ou ligação telefônica. Porém, alguns passageiros dizem que já usaram o serviço e não obtiveram resposta.

“Já cansei de reclamar do 497, o ônibus mais sujo do Rio de Janeiro”, conta a caixa de supermercado Claudinete Assis, sobre a linha que liga a Penha, na zona norte, à Laranjeiras, na zona sul. “Tem até aquelas baratas miudinhas, lixo no chão, mas ninguém liga, ninguém resolve”, frisou. “Acho que esse é o único ônibus sem ar-condicionado no Rio, e aí?”, questionou. Ela contou que ligou para o 1746 em meados de março e não recebeu nenhuma resposta.

Outro sistema criado para ouvir passageiros é o Fale Ônibus, administrado pelas próprias empresas. No entanto, os passageiros afirmam que, pela internet ou por telefone, são cobrados dados que o usuário não tem a mão, como o número do ônibus, e não somente a linha e o horário. “Por mais de uma vez reclamei [por telefone] que o motorista não para no ponto e eles disseram que não poderiam fazer nada porque eu não tinha o número do carro. Nem pensei em anotar isso”, reclamou Patrícia Aguiar, moradora de Bangu, na zona norte.

Na página do Facebook da Fale ônibus, aparecem diversas reclamações sobre ineficiência do ar condicionado, problemas de conservação e demora no pagamento do pedágio. O serviço responde somente reclamações com informações completas, incluindo o número do carro. O dado é necessário para identificar a empresa que opera o carro, segundo a Fale Ônibus.

Fiscalização

A prefeitura do Rio, que cuida do 1746, afirma que organiza as reclamações. Em relação às linhas de ônibus, no 2º semestre de 2017, foram contabilizadas 715 queixas por “comportamento indevido do motorista”. Mais 671 passageiros reclamaram de motoristas que não pararam no ponto e 652, da conservação da frota. Os dados são semelhantes aos verificados ao longo de 2016, o que mostra a insatisfação com os serviços.

Por meio de nota, a prefeitura informou que faz ações de fiscalização remota ou em campo. “As ações de fiscalização são realizadas através de operações permanentes planejadas e também através dos canais, tais como denúncias recebidas pela Ouvidoria da SMTR e 1746”.

Nos últimos três meses, o consórcio Transcarioca foi atuado 711 vezes, o Santa Cruz recebeu 768 multas, o Internorte 753 e o Intersul, 648.

 

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