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13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 País vive um espetáculo de horror, diz Arminio Fraga - Jornal Brasil em Folhas
País vive um espetáculo de horror, diz Arminio Fraga


O ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, Arminio Fraga, disse que o país vive uma crise moral e ética e que, embora as instituições democráticas estejam funcionando, há "sinais de uma quase total desgovernança, com sinais visíveis como violência, desordem, populismo e corrupção". Fraga participou nesta terça-feira do 18º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, em São Paulo.


— É um espetáculo de horror. Acho que a solução é enfrentar todas essas crises ao mesmo tempo, mas não tenho a solução - disse.

Sobre o cenário político, Fraga disse que o momento é extremamente complicado e que a crise tem dimensões múltiplas.

— É uma crise econômica, já que o PIB per capita caiu 10% nos últimos anos. E na política vivemos um momento triste, com o governo sendo incapaz de governar o país pensando no longo prazo. Há incapacidade do Estado de agir para construir um futuro melhor - afirmou.

Arminio Fraga disse que mesmo com regras e leis bem desenhadas é necessário um "algo mais".

— Mesmo com as regras, tentam burlar as leis. É algo de natureza ética e comportamental. O Brasil vive um dilema dessa natureza. E uma mudança de cultura é a parte mais difícil - afirmou.

Nos últimos anos, Fraga acreditava que a melhoria da governança obtida no setor privado contaminaria o setor público. Mas hoje, diz ele, infelizmente não foi isso que aconteceu.

— O governo tem problemas graves de governança. É quase uma total desgovernança. Mas não perco a esperança - afirmou durante sua palestra, lembrando que cada vez mais cresce a rejeição à classe política, o que acaba assustando.

Arminio Fraga disse que essa situação de crise política não pode ser atribuída apenas a um grupo político, de burocratas e desonestos, que raptou o Estado e escolheu um modelo econômico ruim.

— Temos que ter clareza disso. Temos que reconhecer que essa situação foi uma parceria do governo com as mais importantes lideranças empresariais do país que, por razões mais mundanas, se atiraram nessa empreitada. Houve a vitória do Brasil velho e o Brasil da boa governança perdeu - disse.

Fraga disse ter a plena convicção de que o governo não deve ter empresas. Por isso, o ex-presidente do BC disse ser favorável à privatização de todas as estatais. O cenário ideal, disse ele, seria criar ambiente competitivo e concorrencial e não privatizar monopólios.

- Não é nada ideológico. Mas defendo a privatização de todas as estatais, sem exceção. O governo tem empresas para impor seus objetivos econômicos. O apoio à existência de estatais vem daqueles que se beneficiam dessas distorções, entre eles clientes, funcionários e fornecedores. Algumas dessa relações ocorrem fora do mercado, gerando transferência e alocação de capital problemática. Melhor seria se o governo terceirizasse os serviços que necessita. A questão é como fazê-la (a privatização) para criar algo robusto. Este é um tema que precisa entrar no debate público - afirmou Fraga durante sua apresentação.

Ele disse, por exemplo, que não venderia a Petrobras inteira a um investidor nacional ou estrangeiro. Na sua avaliação, a petrolífera teria que ser fatiada para ser privatizada.

- Também não venderia uma participação minoritária da BR. Isso é rasgar dinheiro - afirmou Fraga.

O ex-presidente do BC criticou ainda o tamanho dos bancos públicos, que hoje concentram 60% dos ativos do país. Para ele, isso "é demais".

- O país precisa investir bem sua poupança. Precisa de mais mercado na alocação de capitais e menos governo - afirmou.

Fraga também disse que pouco se avalia o desempenho do setor público.

- Hoje o Brasil viveria um boom de infraestrutura, mas o investimento está paralisado. E terá que ser destravado com dinheiro privado.

 

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