Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


18 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Ex-presidente do TCE do Rio diz que esquema de propinas ocorria desde 2000 - Jornal Brasil em Folhas
Ex-presidente do TCE do Rio diz que esquema de propinas ocorria desde 2000


O ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Jonas Lopes Júnior, afirmou hoje (9) que o esquema de pagamento de propina a conselheiros do tribunal ocorria pelo menos desde o ano 2000, quando ele tomou posse na entidade. Ele foi ouvido nesta segunda-feira, na condição de colaborador, pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que reúne os casos da Lava Jato no Rio.

Jonas Lopes Júnior foi ouvido dentro do processo da Operação Ratatouille, um desdobramento da Lava Jato que investiga o pagamento de propina aos conselheiros do TCE por empresas fornecedoras de alimentos ao governo do estado, principalmente para escolas, hospitais e presídios.

Ele lembrou que foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato, no dia 13 de dezembro do ano passado e que decidiu colaborar com o Ministério Público Federal (MPF). Por causa disso, em 29 de março deste ano, com exceção de uma conselheira, todos os conselheiros do TCE foram presos.

“Assumi o tribunal em 2000. Chegando lá, já encontrei essa prática. Levei de três a cinco meses relutando. Fui muito pressionado e acabei cedendo, acabei participando desses atos indevidos. Assumi a presidência em 2011. Havia repasses mensais ao Tribunal de Contas, repasses ilícitos, por empresas, pelo governo, e isso era repartido entre os conselheiros, nos quais eu me incluía. Repasses em espécie [dinheiro]. Segundo eu soube, isso já existia antes”, afirmou.

Jonas Lopes Júnior disse que, para viabilizar pagamentos atrasados do governo a empresas de alimentação, decidiu usar de dinheiro que o TCE tinha em um fundo. Mas, para isso, os conselheiros exigiram receber propina, exceto uma conselheira, acrescentou. “Conversei com os colegas conselheiros para ajudar o governo. Nessa conversa, todos os conselheiros, menos uma, vislumbraram a possibilidade de um ganho ilícito. Aí fizeram essa proposta”.

Segundo o ex-presidente do tribunal, as empresas beneficiadas com os pagamentos atrasados teriam de pagar, contudo, um valor de 15% sobre o recebido: “10% eram para os conselheiros; 5% eram meus”. De acordo com Jonas Lopes Júnior, foram pagos foram pagos cerca de R$ 6 milhões para todos os conselheiros.

O dinheiro era pago pelas empresas a seu filho, Jonas Lopes Neto, em seu escritório de advocacia. Foram liberados R$ 160 milhões, dos quais R$ 120 milhões para a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e R$ 40 milhões para o Departamento Geral de Ações Socioeducativas. Jonas Lopes Neto também depôs, em seguida, e confirmou o depoimento do pai.

Presidente da Alerj

O ex-presidente do TCE disse que, para constituir o fundo do tribunal, procurou o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, e relatou ao deputado a ideia, inclusive o fato de que os conselheiros queriam ter ganhos ilícitos com a proposta. Segundo Jonas Lopes Júnior, ao ouvir isso, Picciani disse não lhe interessava.

A esse respeito, o presidente da Alerj divulgou nota, no início da noite desta segunda-feira, chamando Lopes de “bandido confesso” e negando ter ouvido que haveria interesses ilícitos na proposta de criação do fundo do TCE.

“Picciani seria a última pessoa a quem Jonas confessaria uma intenção desta natureza. Pois foi Picciani quem, em 2009, abriu a CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] do TCE, em que os principais acusados eram justamente Jonas Lopes e os conselheiros José Gomes Graciosa e José Nader. Eles passaram seis anos respondendo à Justiça pelas acusações apuradas na CPI, mas acabaram absolvidos pelo STJ [Superior Tribunal de Justiça] ”, destacou Picciani, em nota.

 

Últimas Notícias

Brasil perdeu 7,2 milhões de linhas de celular no ano passado
Petrobras reduz em 3% GLP empresarial nas refinarias
Ministro do STJ nega pedido de prisão domiciliar a João de Deus
Escassez de chuvas leva governo a acionar termelétricas mais caras
Picciani, Paulo Melo e Albertassi serão julgados por Bretas
Suspensa permissão para deputada receber denúncias contra professores
MPT não descarta pedir bloqueio dos bens do Flamengo
Número de mortos identificados em Brumadinho chega a 151

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212