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16 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 FMI alerta sobre crise na Venezuela sem solução à vista - Jornal Brasil em Folhas
FMI alerta sobre crise na Venezuela sem solução à vista


O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta sexta-feira que a Venezuela está mergulhada em uma grave crise econômica, política e humanitária sem solução à vista, e alertou sobre seu impacto migratório, especialmente na vizinha Colômbia.

A Venezuela continua imersa em uma grave crise econômica, humanitária e política sem solução à vista, destaca o FMI, que vê a emigração de venezuelanos aos países vizinhos como o principal risco para a região.

A instabilidade política persiste e a população segue enfrentando uma crise humanitária, adverte o comunicado publicado durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington.

Esta situação gera impactos importantes em termos de imigração nos países limítrofes, em particular a Colômbia, com pressão sobre as finanças públicas em termos de demanda de certos serviços, declarou em entrevista coletiva o diretor do departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner.

Os refugiados da Venezuela são um lamentável efeito colateral da crise, que é extremamente severa, acrescentou Robert Rennhack, subdiretor do mesmo departamento.

O fluxo de imigrantes está crescendo bastante, em especial na região leste da Colômbia, que faz fronteira com a Venezuela.

Rennhack avaliou em entre 500 mil e um milhão o número de venezuelanos que chegaram à Colômbia, o que representa um desafio para o governo do presidente Juan Manuel Santos.

Isto é algo com o qual o governo precisa lidar e está causando muitos problemas.

O FMI prevê um sombrio panorama para a Venezuela, com queda do PIB de 35% no período 2014-17 e uma hiperinflação a caminho.

Mas também antecipa que os efeitos comerciais e de financiamento para a região sejam mínimos porque os vínculos comerciais com os países vizinhos são limitados e o financiamento através da PetroCaribe já caiu consideravelmente diante do agravamento da crise.

O FMI descarta ainda os efeitos de um possível calote da dívida por parte da Venezuela porque as carteiras dos investidores já incorporaram este risco.

 

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