Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


17 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Potências têm muito a perder se acordo com Irã for rompido - Jornal Brasil em Folhas
Potências têm muito a perder se acordo com Irã for rompido


Do ponto de vista econômico, as grandes potências que assinaram o acordo sobre o programa nuclear do Irã têm muito a perder se o pacto deixar de valer - além dos desafios geopolíticos e de segurança

Nesta sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, não certificou, mas tampouco abandonou o acordo nuclear. Embora ele não vá pedir o restabelecimento das sanções pelo Congresso, segundo o secretário de Estado Rex Tillerson, o mandatário alertou que a qualquer momento pode abandonar o pacto.

Um eventual rompimento poderia prejudicar os interesses de outros signatários - Alemanha, França, Grã-Bretanha, Rússia e China - e das empresas desses países.

O acordo de 2015 supõe um controle das atividades nucleares de Teerã em troca do fim das sanções internacionais que asfixiaram, durante uma década, a economia iraniana.

O tratado entrou em vigor em janeiro de 2016, permitindo a abertura de um mercado de 80 milhões de pessoas para as empresas europeias, chinesas, ou russas. Apesar de o clima empresarial continuar fraco e de diversos investidores temerem o Irã, importantes empresas fecharam contratos de grande porte.

- EUROPA:

Dos três países europeus que assinaram o acordo, França e Alemanha foram, até agora, os maiores beneficiários. A fabricante aeronáutica Airbus, por exemplo, assinou acordos para vender 100 aviões ao Irã.

Mas o acordo também abriu a porta para outros países, como a Itália.

- ALEMANHA -

Antes das sanções, a Alemanha era o principal sócio comercial do Irã, onde 30% da infraestrutura industrial é alemã.

As exportações alemãs para o Irã, assim que as sanções foram suspensas, aumentaram 26% em 2016, segundo a Federação Alemã da Indústria (BDI).

O grupo Siemens voltou ao Irã em março de 2016, associado ao iraniano Mapna. A Daimler assinou, em janeiro de 2016, protocolos de acordos com dois grupos iranianos para produzir e comercializar caminhões Mercedes-Benz.

As empresas que desde então retomaram relações comerciais com o Irã e também têm atividades nos Estados Unidos seriam extremamente desestabilizadas pela reintrodução de sanções, alertou o BDI.

- FRANÇA -

As trocaram aumentaram ainda mais significativamente na França, com alta de 235% em 2016, devido sobretudo à importação de petróleo.

A montadora PSA (Peugeot Citroen), que teve que deixar o Irã em 2012, voltou ao país em 2016 após dois acordos de parceria que preveem o investimento de 700 milhões de euros em cinco anos.

Por sua vez, a Renault, que ficou no país apesar das sanções e onde dispõe de uma capacidade de produção de 200.000 veículos por ano, assinou um acordo para produzir 300.000 unidades.

A petroleira Total foi o primeiro grupo petroleiro ocidental a voltar ao Irã. Ela assinou, no começo de julho, um acordo sobre gás de 4,8 bilhões de dólares, liderando um consórcio junto à chinesa CNPCI.

- ITÁLIA -

As trocas entre os dois países, que despencaram com as sanções, voltaram a crescer em 2016, chegando ao ponto em que a Itália foi, no primeiro trimestre de 2017, o primeiro parceiro comercial do Irã entre os países da União Europeia.

Em 2016, Roma e Teerã assinaram protocolos de novos acordos de turismo, energias renováveis e ferrovias.

- RÚSSIA:

Moscou e Teerã têm estreitas relações políticas e econômicas.

No setor nuclear, em abril do ano passado, a Rússia oficialmente terminou o projeto de construção do primeiro bloco da central Bushehr. O projeto Bushehr 2, que prevê a construção pela Rússia do segundo e do terceiro bloco, começou pouco depois.

Em março de 2017, RZD International, que faz parte da empresa ferroviária russa RZD, assinou um contrato de 1,4 bilhão de dólares com Irã para a eletrificação de um ramo ferroviário.

Em junho de 2016, o gigante do gás Gazprom assinou um acordo com a empresa iraniana NIOC para a exploração conjunta da jazida de gás iraniana Farzad.

- CHINA:

A China, importador de gás e petróleo, tem interesses econômicos importantes com o Irã, sexto produtor mundial de petróleo.

Em janeiro de 2016, durante a visita do presidente Xi Xinping ao Irã, os dois países assinaram um protocolo para a utilização pacífica da energia nuclear.

Em fevereiro, empresas chinesas iniciaram a construção de um trem bala de Teerã a Mashhad.

Em outubro de 2017, Arish Kordi, presidente executivo do grupo iraniano Tavanir, anunciou um acordo de cooperação com a China para renovar a infraestrutura eléctrica iraniana.

 

Últimas Notícias

Governadores pedem ao STF julgamento de processos sobre repasses
Ministro quer atrair investimentos privados para Jardim Botânico do RJ
Fies vai oferecer 100 mil vagas a juro zero para alunos de baixa renda
TJ libera R$ 13 milhões para Vale ressarcir gastos do governo mineiro
Vale pede mais tempo para analisar Termo de Ajuste Preliminar
Deputados do Rio presos podem ter posses suspensas
Vale suspende operação em barragem em Brucutu e de mina em Brumadinho
TRE-RJ mantém ex-deputado Paulo Melo inelegível até 2024

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212