Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


20 de Mar de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Com vídeo e fotografia, exposição propõe pensar em um futuro com menos opressão - Jornal Brasil em Folhas
Com vídeo e fotografia, exposição propõe pensar em um futuro com menos opressão


Com vídeos, fotografias e instalações sonoras, a exposição Não podemos construir o que não podemos imaginar primeiro, aberta hoje (28) no Museu na Imagem e do Som, na zona oeste paulistana, reúne trabalhos que propõem pensar “futuros possíveis ou outros mundos que escapassem da opressão que temos aqui”, como explica um dos curadores, Thiago de Paula Souza.

A ideia surgiu, segundo Souza, durante as pesquisas em parceria com a também curadora Jota Mombaça. “Há um tempo a gente tem escrito e pensado em como esse mundo que nós conhecemos deu errado”. Entre as inspirações da dupla para a mostra está a ficção científica escrita por autores negros, com destaque para a norte-americana Octavia Butler. “Quando a gente pensa em ficção científica pouco se sabe da produção de escritores e intelectuais negros e como eles estavam ligados à construção de outras narrativas”, destaca.
Trecho do vídeo Serpent Rain, que integra a a exposição Não podemos construir o que não podemos imaginar primeiro, em cartaz em no Museu na Imagem e do Som, em São Paulo

Trecho do vídeo Serpent Rain, que integra a exposição Não podemos construir o que não podemos imaginar primeiro, em cartaz em no Museu na Imagem e do Som, em São Paulo

A partir desse sentimento de desencanto com o mundo atual, a exposição busca, de acordo com o curador, apontar novas possibilidades de existência. “É quase um exercício meditativo de pensar e trabalhar outras maneiras de organizar o mundo. Quais seriam as possibilidades e ferramentas. Se a gente consegue pensar em outras realidades que escapem um pouco dessas operações de poder que nós já estamos viciados”. Segundo Souza, essa capacidade de especulação e extrapolação é justamente uma das potencialidades da arte contemporânea.

Fim deste mundo

O curador, no entanto, ressalva que a proposta não é uma fuga da realidade. “Não é uma coisa escapista de maneira nenhuma”, enfatiza. As reflexões sobre outras realidades possíveis levam em consideração os processos de destruição de várias sociedades que levaram a que temos atualmente. “Muitos mundos se acabaram para a gente viver o mundo que a gente vive hoje. Quando os colonizadores europeus invadem as terras das Américas, o mundo de diversos grupos indígenas nativos acabou. A forma como eles concebiam o universo, a cosmologia deles foi tudo destruído”, compara.

“Não é pensar no fim da Terra. Não é um fim do mundo cristão, apocalíptico. É mais um exercício de construir uma outra coisa que não vivemos agora. É claro que é como uma utopia, um delírio”, acrescenta. Neste contexto, a artista Rosa Luz levou para a mostra uma foto-manifesto em que propõe um novo cenário para a arte contemporânea. “E se arte fosse travesti?”, indaga o curador. “É uma forma não só de lutar por representatividade trans na arte, mas também quase como um movimento provocador de imaginação e de imaginação negra”.

Na performance Entrada de Serviço, de Rafael RG, o artista trabalha os códigos da racialidade brasileira para, segundo o curador, “questionar essa suposta cordialidade brasileira. Enfim, encarar um pouco dessa violência racial tão presente”. Esse é, de acordo com Souza, um pouco do tom da exposição: mostrar o que existe de errado no presente para pensar em outros futuros. “Os trabalhos estão em uma negociação permanente do que a gente precisa deixar evidente para mudar”.

 

Últimas Notícias

Sul e Sudeste se unem e formam consórcio para ações conjuntas
Copom inicia reunião nesta terça para definir taxa básica de juros
Mercado reduz projeção de crescimento da economia de 2,28% para 2,01%
Atividade econômica tem queda de 0,41% em janeiro, diz BC
Governo lança edital de estudos para concessão de 22 aeroportos
Governo do Rio anuncia rompimento da concessão do Maracanã
Feiras em São Paulo oferecem oportunidades de intercâmbio no exterior
Treze de 16 docentes relataram casos de agressão na escola de Suzano

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212