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19 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Primeira audiência sobre chacina de Colniza ouve 12 testemunhas - Jornal Brasil em Folhas
Primeira audiência sobre chacina de Colniza ouve 12 testemunhas


Sete meses depois da chacina de Colniza (MT), em que nove trabalhares rurais foram mortos, cinco testemunhas de acusação, sete de defesa e um policial civil prestaram depoimento na primeira audiência judicial sobre o caso esta semana. A Justiça de Mato Grosso acolheu denúncia do Ministério Público do estado por homicídio triplamente qualificado contra quatro acusados de participar da chacina.

Segundo o promotor do caso, Willian Oguido Ogama, os depoimentos prestados na audiência apontam contradições na versão das testemunhas de defesa e contribuem para elucidar o contexto em que ocorreu a chacina. “Importante mencionar que, apesar de em alguns momentos a defesa colocar no processo que [as vítimas] seriam grileiros ou sem-terra, ficou evidenciado na audiência que eles são trabalhadores da região que não ameaçavam ninguém, não geravam danos a ninguém”, afirmou.

“As famílias da gleba Taquaruçu do Norte, onde ocorreu a chacina, vivem uma realidade difícil, sem posto de saúde e escola. O acesso ao local é péssimo. Elas veem a presença dos órgãos públicos neste momento como sinal de esperança e de justiça. Não que isso vai reverter e trazer de volta os familiares, mas talvez esperança de uma vida melhor e de viver no local com tranquilidade, podendo trabalhar e plantar, dignamente, sem ameaça dos encapuzados”, acrescentou o promotor.

O representante da Comissão Pastoral da Terra Cristiano Cabral criticou o Poder Público e disse que a violência na região continua, com famílias e trabalhadores rurais ameaçados por grupos interessados na extração de minério e madeira, além de pecuaristas. “Eles não se sentem amedrontados com toda essa mobilização do Ministério Público e da polícia. Em Mato Grosso já são 136 pessoas assassinadas e nenhum mandante foi preso”, ressaltou.

O juiz da Comarca de Colniza, Ricardo Frazon Menegucci, vai continuar com o processo e aguarda mais informações. O caso pode ser levado a júri popular pela suspeita de crime doloso contra a vida. “Decidi manter o processo comigo. As partes fizeram alguns requerimentos. Vou precisar rever os depoimentos para analisar e fundamentar bem a decisão”, afirmou o magistrado.

O réu Pedro Ramos Nogueira ainda será ouvido no Fórum de Colniza nas próximas semanas. Os acusados Paulo Neves Nogueira e Moisés Ferreira de Souza irão prestar depoimento por carta precatória em Rondônia, onde estão detidos. O réu Valdelir João de Souza, acusado de ser o mandante do crime, está foragido.

Para a defesa de Valdelir, os depoimentos prestados na primeira audiência judicial evidenciaram que ele não tinha qualquer tipo de conflito ou disputa com as vítimas. A defesa de Pedro, apontado como executor da chacina, também alega que ele nunca teve qualquer conflito com assentados, tampouco ameaçou trabalhadores rurais. A reportagem não conseguiu resposta dos advogados dos demais acusados.

Matéria atualizada às 10h51 de 30/11/2017 para acrescentar informação das defesas de Valdelir João de Souza e de Pedro Ramos Nogueira.

 

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