Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


16 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Marinha faz balanço da missão no Haiti e destaca missão cumprida - Jornal Brasil em Folhas
Marinha faz balanço da missão no Haiti e destaca missão cumprida


A Marinha do Brasil deu início hoje (28) no Rio de Janeiro a um seminário para avaliar os 13 anos da experiência brasileira na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O evento, que vai até amanhã (29), conta com a participação de oficiais das três Forças Armadas brasileiras - Marinha, Exército e Força Aérea -, além de diplomatas, pesquisadores e outros interessados.

A Minustah foi criada por Resolução do Conselho de Segurança da ONU em fevereiro 2004. O objetivo era restabelecer a segurança e a normalidade após sucessivos episódios de turbulência política e violência que culminaram com a partida para o exílio do então presidente Jean Bertrand Aristide. A missão foi encerada no mês passado. Durante os 13 anos, o Brasil foi responsável pelo comando militar, que teve ainda a participação de tropas de outros 15 países.

Quando chegamos lá, o país estava a beira de uma guerra civil e passados esses anos se tornou um lugar melhor. Só não ficou melhor ainda devido a uma série de catástrofes naturais. Mas, em termos de segurança, houve a estabilização do país. Em termos do processo político, tivemos pela primeira vez uma sequência de dois presidentes democraticamente eleitos. Antes, era raríssimo um presidente concluir seu mandato, avalia o contra-almirante Carlos Chagas, que foi assistente do primeiro comandante da missão, o general Augusto Heleno.

Tragédias

Durante os 13 anos da Minustah, as forças de paz presenciaram no Haiti dois furacões, inundações em períodos chuvosos, uma epidemia de cólera e um terremoto, ocorrido em 12 de janeiro de 2010, que deixou 240 mil mortos e 1,5 milhão de desabrigados. Diante de tantas adversidades, Carlos Chagas afirma que a sensação das Forças Armadas é de dever cumprido.

Fizemos o melhor que podíamos. E foi também uma experiência real de emprego das Forças Armadas, o que as deixa cada vez mais profissionais, mais treinadas e capazes de assumir novos desafios. Também permite um preparo maior para a própria defesa do país, que é a nossa missão fundamental, acrescentou.

O oficial da Marinha dividiu a missão de paz em fases. Segundo ele, primeiro houve a chegada e acomodação das tropas, passando em seguida para o confronto com grupos que colocavam em risco o processo de paz. Após o terremoto, teria se iniciado um trabalho humanitário mais intenso, até que fosse desencadeado a fase final de desmobilização.

Embaixador do Brasil no Haiti na época em que houve o terremoto, Igor Kipman lembrou que o hospital da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou mais de 36 mil procedimentos clínicos e mais de 1,1 mil cirurgias. “Nós trouxemos um aprendizado muito grande sobre a integração das Forças Armadas com a comunidade”, disse o diplomata, atualmente cônsul-geral na cidade de Faro, em Portugal.

Perspectivas

O seminário também abriu espaço para se discutir as lições e perspectivas das forças de paz da ONU. Segundo Ricardo Oliveira dos Santos, pesquisador de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, um dos principais desafios destes trabalhos é coibir os casos de abuso e exploração sexual.

De acordo com ele, estes episódios podem ocorrer em decorrência da cultura hipermasculinizada que frequentemente existe nas Forças Armadas dos diversos países e a também do contexto frágil dos Estados assistidos, o que faz com que muitas vítimas não exponham a situação pelo medo de perder as ajudas humanitárias, fazendo com que esses casos sejam subnotificados. “Nenhum brasileiro foi efetivamente condenado por exploração sexual, o que denota um comportamento de excelência das Forças Armadas do Brasil, mas, infelizmente, nós observamos a persistências desses casos em forças de paz”, disse o pesquisador.

De acordo com o contra-almirante Carlos Chagas, a experiência no Haiti coloca o Brasil em boa posição para integrar novas missões de paz. Atualmente, o foco é a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). Desde 2011, a Marinha brasileira comanda a Força-Tarefa Marítima da Unifil. São realizadas operações marítimas para coibir a entrada de armas ilegais e contrabandos no país. Além disso, são organizados treinamentos para a Marinha libanesa, de modo que ela possa futuramente conduzir as atividades de forma autônoma.

A Unifil teve início em 1978, com a participação inicialmente de países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), cujo objetivo era assegurar a retirada de tropas israelenses do Líbano e restaurar a segurança na região. Após a crise de 2006 entre forças de Israel e o grupo islâmico político e militar Hezbollah, as atribuições foram ampliadas. As forças da ONU assumiram as tarefas de monitorar a cessação das hostilidades, de apoiar o deslocamento das Forças Armadas libanesas e de garantir acesso humanitário à população civil, permitindo ainda o retorno seguro e voluntário dos deslocados.

 

Últimas Notícias

Presidente Díaz-Canel defende trabalho de médicos cubanos no Brasil
Ministério vai lançar edital para repor vagas de médicos cubanos
CFM afirma que há médicos suficientes para atender Brasil
Associação lança projeto para conscientizar população sobre diabetes 2
Transposição do S. Francisco está na pauta de prioridades da transição
Temer inaugura primeira etapa do acelerador de elétrons Sirius
Temer diz que decidirá “lá na frente” reajuste de ministros do STF
Só um governador do Nordeste participa de encontro em Brasília

MAIS NOTICIAS

 

Volume de vendas do varejo cai 1,3% em setembro
 
 
Gilmar Mendes suspende decisão que obriga bancos a ressarcir clientes
 
 
Prefeitos e secretários pedem para manter cubanos no Mais Médicos
 
 
Em depoimento, Lula nega que é dono de sítio em Atibaia
 
 
Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 milhões no próximo sorteio
 
 
Enem: estudantes fazem hoje prova de matemática e ciências da natureza

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212