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 Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980 - Jornal Brasil em Folhas
Europa registra maior número de novos casos de HIV desde 1980


Neste 1º de dezembro, quando as Nações Unidas marcam o Dia Mundial de Combate à Aids, os dados recém-divulgados da enfermidade no continente europeu preocupam. Em 2016, mais de 160 mil pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids na Europa, segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse é o maior número de pessoas recém-diagnosticadas com a doença no continente em um ano, desde que o registro de casos de HIV começou na década de 1980.

De acordo com a OMS, a Europa é a única região do mundo onde o número de novas infecções por HIV está aumentando. E as pesquisas revelam uma tendência preocupante: mais da metade (51%) dos diagnósticos ocorreram em um estágio tardio da infecção.

Na Europa, os números seguem a tendência da última década. A maioria (quase 80%) das pessoas recém-diagnosticadas eram da parte oriental da região, 17% da parte ocidental e 4% da parte central. Isso contribui para estimar que existam 2,4 milhões de pessoas vivendo com HIV na Europa, entre as quais mais de um quarto não têm conhecimento da infecção.

A epidemia de HIV continua a aumentar a um ritmo alarmante na Europa, principalmente na parte oriental, que é o lar de quase 80% dos 160 mil novos diagnósticos de HIV. Este é o maior número de novos casos já registrados em um ano. Se essa tendência persistir, não seremos capazes de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de acabar com a epidemia de HIV até 2030 , adverte a Dra. Zsuzsanna Jakab, Diretora Regional da OMS para a Europa.

Diagnóstico tardio

Os dados de 2016, publicados esta semana pela Organização Mundial de Saúde, mostram que na Europa a proporção de pessoas com diagnóstico tardio está aumentando. Em toda a região, 65% de pessoas com idade igual ou superior a 50 anos foram diagnosticados tardiamente.

Segundo a OMS, especialmente neste grupo etário mais velho, os serviços de saúde na comunidade desempenham um papel vital no fornecimento de oportunidades para o diagnóstico precoce. O teste de HIV com base em condições de saúde específicas, como outras infecções sexualmente transmissíveis, hepatite viral, tuberculose ou certos tipos de câncer, também pode levar a um melhor diagnóstico.

De acordo com Andrea Ammon, diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), as pessoas levam cerca de três anos a partir do momento da infecção, até serem diagnosticadas. “Isso resulta em piores resultados de saúde a longo prazo para muitas pessoas que são diagnosticadas com atraso e também aumentam o risco de transmissão futura do HIV, afirmou.

Ao longo da última década, a idade média no momento de detecção do HIV aumentou de 35 anos em 2007 para 37 anos em 2016. Para reduzir o número de futuras infecções, a Europa precisa se concentrar em três áreas principais, segundo a OMS e o ECDC. A primeira é priorizar medidas de prevenção efetivas e abrangentes, como a conscientização, a promoção do sexo seguro e o fornecimento de programas de troca de seringas e profilaxia pré-exposição para o HIV.

A segunda medida é fornecer serviços eficientes de aconselhamento e testes do HIV, incluindo serviços de diagnóstico rápido, testes comunitários de HIV e auto-teste do HIV. E a terceira medida é garantir o acesso rápido a tratamento e cuidados de qualidade para aqueles diagnosticados.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é importante porque permite que as pessoas iniciem o tratamento mais cedo, o que aumenta suas chances de viver uma vida mais longa e saudável. Além disso, o tratamento precoce reduz o risco de transmissão do vírus, pois resulta em uma carga viral indetectável (ou seja, o vírus não pode mais ser transmitido para outros), além de reduzir a probabilidade de o paciente desenvolver a doença.

Muitos não sabem, mas ser portador do vírus HIV e ter Aids são duas coisas diferentes. O vírus é o causador da Aids, mas isso não significa que todas as pessoas que têm o vírus vão desenvolver a doença. Para evitar que a Aids se desenvolva, é necessário fazer o tratamento adequado, que pode deixar o paciente com uma carga viral indetectável e, assim, o vírus se torna intransmissível na relação sexual, desde que não existam outros fatores que aumentem o risco de transmissão, como, por exemplo, ter sífilis, o que causa lesões que aumentam o risco de contaminação.

Europa em números

Os países europeus com as maiores taxas de novos diagnósticos de HIV em 2016 foram a Letônia (18,5 por 100 mil habitantes; 365 casos), a Estônia (17,4 por 100 mil habitantes; 229 casos) e Malta (14,5 por 100 mil habitantes; 63 casos). As taxas mais baixas foram registradas na Eslováquia (1,6 por 100 mil habitantes; 87 casos) e na Hungria (2,3 por 100 mil habitantes; 228 casos).

A taxa de novos diagnósticos de HIV foi maior entre os homens (8,9 por 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (2,6 por 100 mil habitantes).

A taxa europeia é de 18,2 novos casos de HIV a cada 100 mil habitantes. A grande maioria dos novos casos (80%) foram diagnosticados no leste europeu, com uma taxa crescente de 50,2 a cada 100 mil habitantes, enquanto 17% foram diagnosticados no oeste com uma taxa de 6,2 por 100 mil habitantes, e 4% no centro com uma taxa de 2,9 por 100 mil habitantes. A Rússia e a Ucrânia continuaram a ter uma grande influência na contaminação por HIV na Europa em 2016, contribuindo com 73% dos recém-diagnosticados na região e 92% no leste.

 

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