Assine Brasil em Folhas / Nuvem / Pressreader



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


23 de May de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

...

...

 
Notícias
 Cientistas de Brasil e China encontram coleção de ovos de pterossauro - Jornal Brasil em Folhas
Cientistas de Brasil e China encontram coleção de ovos de pterossauro


Cientistas chineses e brasileiros descobriram a maior coleção de ovos fossilizados de pterossauros já encontrada, e usaram a digitalização 3D para obter novas informações sobre esses primos voadores dos dinossauros, anunciaram pesquisadores nesta quinta-feira (30).

Os pterossauros eram répteis e foram as primeiras criaturas - depois dos insetos - a evoluir o voo motorizado, ou seja, eles batiam suas asas para se manter no alto ao invés de simplesmente pular e planar. Foram extintos junto com os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos.

Até agora os cientistas haviam encontrado alguns ovos de pterossauros com restos em seu interior, incluindo três na Argentina e cinco na China.

Mas o último relato da revista americana Science é baseado na maior coleção conhecida até o momento - 215 ovos fossilizados encontrados em um bloco de arenito de três metros de comprimento na cidade de Hami, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China.

Dezesseis dos ovos continham restos fossilizados de uma espécie de pterossauro conhecida como Hamipterus tianshanensis.

Nenhum deles continha um conjunto completo de ossos de pterossauro, provavelmente pelo fato das peças terem ficado perdidas ao longo dos anos devido a tempestades e inundações.

Os cientistas encontraram partes dos ossos da asa e do crânio, junto com a mandíbula inferior completa, preenchendo lacunas do ciclo de vida dos pterossauros que até então não eram bem compreendidas.

Usando tomografia computadorizada tridimensional, descobriram ossos da coxa intactos e bem desenvolvidos, o que sugere que as criaturas já tinham patas traseiras funcionais logo após a incubação, segundo o relatório de paleontologistas na China e no Brasil.

Os fracos músculos do tórax indicam que os recém-nascidos provavelmente não conseguiam voar e precisavam de cuidados dos pais.

A principal contribuição desse estudo foi demostrar que os Pterossauros quando nasciam precisavam de um cuidado parental. Então o cuidado com esses pequenos animais que nasciam é uma das grandes descobertas que nos fizemos agora, afirmou o paleontólogo do Museu Nacional-UFRJ Alexander Kellner, que participou da expedição, em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

A grande quantidade de ovos que nós encontramos foi algo que surpreendeu porque esses ovos são muitos frágeis e de difícil preservação. Até agora tínhamos menos de 10 ovos, e a partir desse nosso achado nós temos praticamente mais de 300, acrescentou Kellner.

- Comportamento de aninhamento -

Ossos de pterossauros adultos também foram encontrados no local, um sinal de que voltavam para os mesmos pontos de ninho com o passar tempo, semelhante ao que fazem as tartarugas marinhas modernas.

Em termos gerais é a primeira vez que a gente pode pensar em falar sobre o comportamento desses animais. Viviam em bandos, isso foi diretamente colocado a partir da grande quantidade de ossos. Escolhiam áreas para por seus ovos e um número muito grande de fêmeas ia para essa região e voltava para essa [mesma] região. Mais ainda, sabemos agora que elas também tinham que cuidar da sua prole

​O enorme número de ovos e ossos aponta para grandes tempestades que destruíram a área, submergindo os ovos em um lago onde flutuaram brevemente antes de afundar e ficarem enterrados ao lado de esqueletos adultos.

Os pesquisadores também observaram que a parte externa rachada dos ovos se assemelhava à frágil suavidade dos ovos de lagartos. Todos estão deformados até certo ponto, o que indica sua natureza flexível.

Um dos pterossauros jovens tinha pelo menos dois anos de idade e ainda crescendo no momento da sua morte, apoiando o crescente número de evidências de que os pterossauros tinham longos períodos de incubação.

Um artigo da seção Perspectives da Science, escrito por D. Charles Deeming da Universidade de Lincoln, considerou o estudo notável pelo número de ovos junto com os pterossauros jovens e adultos relatados.

No entanto, muitas questões ainda permanecem, incluindo se o tamanho de cada ninhada é de realmente dois, como estudos anteriores sugeriram; como exatamente os pterossauros escondiam seus ovos (embaixo da vegetação, areia, ou do solo); e o motivo pelo qual muitos ovos parecem desidratados.

Esperemos que outras descobertas de fósseis igualmente espetaculares nos ajudem a responder essas perguntas, escreveu Deeming.

 

Últimas Notícias

Ata do Copom diz que manutenção da Selic foi a melhor decisão
Brasileiros apostam em inflação de 5,3% para os próximos 12 meses
BC decreta liquidação extrajudicial da corretora Gradual
Caminhoneiros entram no segundo dia de bloqueio nas estradas
Governo reduz estimativa de crescimento para 2,5% em 2018
Parente: governo não considera mudar política de preços da Petrobras
Petrobras anuncia queda nos preços da gasolina e do diesel
Guardia: espaço fiscal para reduzir tributos de combustíveis é pequeno

MAIS NOTICIAS

 

Trump anuncia nesta terça-feira decisão sobre acordo nuclear com o Irã
 
 
Fugindo da crise e da insegurança, brasileiros migram para Portugal
 
 
Argentina recorre ao FMI para equilibrar contas
 
 
Brasil e mais 40 nações apelam à OMC contra guerra comercial
 
 
Macri admite que Argentina precisa de apoio externo e recorre ao FMI
 
 
Donald Trump retira Estados Unidos do acordo nuclear com Irã

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212