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25 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Mulher de João Santana sorri na porta do IML: ‘Não vou baixar a cabeça’ - Jornal Brasil em Folhas
Mulher de João Santana sorri na porta do IML: ‘Não vou baixar a cabeça’


Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, sorriu na porta do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba (PR), antes de fazer exame de corpo de delito, na tarde desta terça-feira. O casal foi preso na manhã de hoje pela Polícia Federal, ao chegar ao Brasil.

- Não vou baixar a cabeça, não - declarou Mônica ao sorrir.

João Santana, atrás da mulher, preferiu o silêncio, mas também manteve a cabeça erguida. Os dois aparecem com as mãos para trás, porque é uma recomendação da Polícia Federal. Eles não foram algemados.

Eles desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em um voo da Gol vindo de Punta Cana, na República Dominicana. De lá, foram levados para Curitiba em um avião da Polícia Federal. Eles chegaram à capital paranaense por volta das 11h40m, e seguiram para Superintendência da PF.

Santana, segundo o delegado da PF Igor de Paula, que coordena as investigações da Lava-Jato, desembarcou sem notebook e sem o telefone celular.

O publicitário e sua mulher tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, na 23ª fase da Operação Lava-Jato. João Santana, coordenador das campanhas eleitorais que levaram Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff à Presidência, é suspeito de receber US$ 7,5 milhões em contas no exterior entre 2012 e 2014. Os valores teriam sido pagos através de um esquema de propina. Eles foram pagos pela offshore Klienfeld, identificada pela força-tarefa da Operação Lava-Jato como um dos caminhos de propina da Odebrecht no exterior, e pelo engenheiro Zwi Skornicki, suspeito de operar o esquema de propina na Petrobras. A suspeita é de que os pagamentos correspondem a serviços eleitorais prestados ao PT.

Após ter a prisão decretada ontem, o marqueteiro renunciou ao comando da campanha de Danilo Medina. Na carta que encaminhou ao comitê nacional do Partido de la Liberación Dominicana (PLD), o publicitário fez a própria defesa e disse que o Brasil está vivendo um clima de perseguição e que as acusações contra ele são infundadas.

Me dirijo a vocês porque, como é conhecido pelos meios de comunicação, acordei esta manhã com a notícia de que meu nome está sendo ligado a uma suposta trama relacionada com o financiamento de campanhas políticas no Brasil. Conhecendo o clima de perseguição que se vive hoje em meu país, não posso dizer que me tomou completamente de surpresa, mas ainda assim é difícil de acreditar, explica Santana no início da carta, escrita em espanhol.

 

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