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18 de Abr de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Estados Unidos expressam hostilidade à OMC - Jornal Brasil em Folhas
Estados Unidos expressam hostilidade à OMC


Os Estados Unidos expressaram, nesta segunda-feira (11), sua hostilidade frente à Organização Mundial de Comércio (OMC) por considerar que ela se afastou de suas finalidades e que deve repensar as vantagens de países que são tratados como se fossem nações em desenvolvimento.

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lightlizer, foi um dos primeiros a falar na conferência ministerial da OMC, iniciada neste domingo em um contexto crítico em torno do governo do presidente americana Donald Trump.

Lightlizer afirmou, em Buenos Aires, que a OMC está mais preocupada em resolver litígios comerciais que em estimular negociações.

Nos preocupa que a OMC esteja perdendo seu enfoque principal e se tornando uma organização focada em disputas, afirmou Lighthizer, ante a conferência ministerial.

Os Estados Unidos estão no centro das preocupações da OMC pela hostilidade do presidente Donald Trump aos acordos de livre-comércio e sua oposição ao sistema da organização para a resolução de conflitos comerciais.

De fato, o organismo encarregado de resolver litígios - que vão desde controvérsias agrícolas e tarifárias a guerras entre gigantes empresariais, como a da Boeing contra a Airbus - está atolado.

A OMC é boa, mas existem desafios sérios, destacou Lightlizer, chefe da delegação americana na reunião, que congrega os 164 países associados à organização responsável por orientar o comércio mundial.

A OMC está perdendo sua essência, resumiu. Não podemos sustentar uma situação na qual as novas regras só se aplicam a poucos.

Lightlizer se queixou de que alguns países se beneficiam de medidas comerciais concebidas para nações menos desenvolvidas. Sem citar nomes, o americano aludiu a nações como China e Índia.

Precisamos esclarecer nossa definição de desenvolvimento na OMC, afirmou.

A conferência, que vai até quarta-feira, é a primeira realizada pela OMC na América Latina.

A organização está praticamente estagnada em sua missão de liberar o comércio mundial, traçada na rodada de negociações iniciada em Doha, em 2001, ainda não concluída.

- Azevêdo pede compromisso -

O diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, disse que vai pedir a Lighthizer um compromisso político, vontade política e flexibilidade.

Sem flexibilidade, não iremos a parte alguma, disse em uma entrevista coletiva.

Os representantes dos países expressam na tribuna da conferência suas reivindicações comerciais.

Por exemplo, o representante de Mali defendeu sua produção de algodão. Já o de Lesoto disse que o essencial para seu governo é investir em obras de infraestrutura para, assim, facilitar suas exportações de produtos têxteis aos Estados Unidos e de trutas ao Japão.

Nos bastidores, se discutem projetos de resolução e são feitas negociações - entre elas, a de um acordo para punir subsídios à pesca ilegal que destrói economias e ecossistemas.

É esperado um acordo sobre esse assunto em Buenos Aires, bem como outros relacionados, por exemplo, a uma redução das subvenções à atividade agrária.

Os países latinos defenderam o multilateralismo e a redução do protecionismo em uma declaração de respaldo à OMC emitida no domingo.

O presidente argentino, Mauricio Macri, fez uma defesa tenaz da OMC.

Os problemas da OMC se resolvem com mais OMC. Não com menos OMC, disse no domingo.

 

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