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14 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Pobreza afeta quase metade de crianças e adolescentes na Argentina - Jornal Brasil em Folhas
Pobreza afeta quase metade de crianças e adolescentes na Argentina


Quase metade dos menores até 14 anos na Argentina - 48,4% - são pobres, e 10,4% são considerados miseráveis, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (11) pela Universidade Católica Argentina (UCA).

A infância é o período da vida mais afetado pela pobreza no país. Entre os jovens de 15 a 29 anos, ela atinge 35,3%.

As conclusões são do Observatório da Dívida Social Argentina da UCA, com base em novos parâmetros de estudo que medem a pobreza multidimensional da terceira economia da América Latina.

Segundo o estudo, a pobreza afeta 31,4% dos argentinos, e a miséria, 5,9% de uma população de cerca de 40 milhões de pessoas.

Os dados se referem ao terceiro trimestre de 2017, quando a universidade modificou os parâmetros de medição, incluindo um conceito mais amplo para avaliar a pobreza - não limitado apenas à renda. Por isso, as séries não são comparáveis, explicou a UCA.

No novo índice, são levados em conta, além da receita, conceitos como acesso à saúde, água potável, educação e moradia, entre outros.

Em 2017, 6 em cada 10 lares urbanos na Argentina apresentam privação em pelo menos uma das dimensões analisadas, disse o informe.

A última medição da UCA, correspondente ao primeiro semestre de 2017, tinha encontrado dados similares.

A Argentina continua mantendo um terço da população abaixo da linha de pobreza, por renda, ou por direitos, explicou Agustín Salvia, coordenador do Observatório, ao apresentar o estudo.

Os pobres são, agora, mais pobres que antes, resumiu.

O governo do presidente Mauricio Macri tem como um de seus principais objetivos alcançar a pobreza zero - uma promessa da campanha que lhe levou à presidência em dezembro de 2015.

Contudo, nos primeiros meses de seu governo, mais de 1,5 milhão de pessoas entraram na pobreza, quando o governo impulsionou medidas de ajuste econômico que incluíram uma alta sem precedentes das tarifas públicas de transporte, água, eletricidade e gás, que chegaram a 800% e foram alvo de demandas judiciais dos consumidores.

 

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