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19 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Brasileiros terão ceia de Natal mais barata este ano, indica pesquisa da FGV - Jornal Brasil em Folhas
Brasileiros terão ceia de Natal mais barata este ano, indica pesquisa da FGV


A ceia deste Natal dos brasileiros vai ser mais farta e mais em conta, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Pesquisa divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV revela que os itens que compõem a ceia de Natal ficaram 7,68% mais baratos do que no ano passado, e abaixo da inflação média registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor-10 da FGV no acumulado de janeiro a dezembro deste ano (3,24%).
São Paulo - Comércio do centro da capital se prepara para as vendas de Natal (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Além da cesta de natal mais barata, alguns presentes também tiveram redução de preço

O economista do Ibre e coordenador do IPC da FGV, André Braz, confirmou que a cesta de alimentos recuou tanto porque 2017 foi um ano bom para a agricultura, teve oferta grande de alimentos. “Com a oferta garantida, o preço não sobe muito. Então, devolveu parte daqueles aumentos acumulados em 2016, onde a mesma cesta subiu mais de 10%. Este ano, foi a vez da devolução e boa parte dela veio nesse resultado, com essa queda de mais de 7%”, observou Braz.

Segundo o economista, não vai haver muita dificuldade para as famílias comprarem produtos para a ceia. Destacou, entretanto, que para as pessoas que perderam o emprego e estão vivendo o drama da recessão, não adianta os preços ficarem mais baixos, porque não têm como comprar.

Entre os itens natalinos que apresentaram maiores quedas de preço, o levantamento da FGV salienta as frutas, com menos 13,86%; farinha de trigo (-12,83%); bacalhau (-12,31%); arroz (-11,25%); batata-inglesa (-9,32%). Em contrapartida, os maiores aumentos foram apurados em lombo suíno (+6,58%), cebola (+5,60%) e vinho (+5,11%).

Presentes

A cesta de presentes mais comuns no período natalino subiu somente 0,67%, o que pode estimular mais compras por parte dos consumidores. “Subiu pouco, perdeu para a inflação e isso, para quem fez economia para comprar presentes, é o melhor negócio. É uma fase em que as pessoas consomem um pouco mais, tem o décimo terceiro”.

André Braz advertiu, porém, que, para aqueles que não se prepararam ou que têm outras prioridades para presente, é momento de se provisionar um pouco, porque ainda que os indicadores mostrem que a economia está se aquecendo, o crescimento é lento e o desemprego ainda está elevado. “É melhor fazer uma garantia e gastar pouco com presentes para driblar melhor esse período de recuperação da atividade econômica”, recomendou.

Apesar de alguns artigos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, como aparelho celular, forno elétrico e de micro-ondas, terem apresentado quedas expressivas de preços (6,57% e 4,16%, respectivamente), Braz destacou que as pessoas não devem ir com muita ânsia às compras. “O momento não é muito convidativo e a gente ainda tem um período longo de recuperação, que deve durar em torno de um ano e meio a dois anos”, ponderou.

Para quem se preparou e está pensando em presentear alguém com um item novo, o economista avaliou que está tudo bem; faz parte do movimento do Natal. Mas sublinhou que preços promocionais ocorrem toda hora. O mais interessante para ele, no momento, é a pessoa provisionar algum dinheiro para momentos difíceis. “Enquanto a economia está retomando, ainda há risco de alguns brasileiros sofrerem com desemprego ou prolongarem a situação de desempregados. Então, é bom ter uma reserva para driblar esses momentos”.

De acordo com o levantamento do Ibre-FGV, vestuário subiu 0,66%, com destaque para calçados infantis (alta de 5,67%). Já a variação de acessórios do vestuário foi positiva em 3,82%, destacando bijuterias em geral, que subiram 7,07% este ano. O item livros, artigos esportivos e jogos teve alta de 1,09%. Nesse item, a maior variação positiva foi encontrada em jogos para recreação (4,29%), enquanto a maior deflação foi encontrada em bonecas (-3,91%).

Edição: Davi Oliveira

 

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