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23 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 China posiciona aviões de combate em ilha disputada no Mar do Sul - Jornal Brasil em Folhas
China posiciona aviões de combate em ilha disputada no Mar do Sul


A China colocou aviões de combate em uma das ilhas disputadas do Mar do Sul da China, disse hoje a cadeia de televisão norte-americana Fox News, enfatizando que esta decisão pode aumentar a tensão regional. De acordo com a emissora, a China posicionou aviões J-11 e JH-7 na ilha Woody, que fica no arquipélago Paracels, disputado também por Taiwan e Vietnã.

Trata-se do mesmo território onde uma embarcação militar norte-americana navegou no final de janeiro, em uma ação classificada por Pequim como provocação deliberada. A China já confirmou quem mantem armamento na mesma região.

Segundo informações divulgadas também pela Fox News com base em imagens registradas pelos satélites ImageSat International, a China teria de fato instalado um sistema de lançamento de mísseis na ilha.
Imagens de satélite dos dias 3 e 14 de fevereiro mostram a instalação de mísseis na ilha de Woody, no arquipélago Paracels, no Mar do Sul da China

Imagens de satélite dos dias 3 e 14 de fevereiro mostram a instalação de mísseis na ilha de Woody, no arquipélago Paracels, no Mar do Sul da China

Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, John Kerry, e da China, Wang Yi, reuniram-se para tentar encontrar uma solução para as disputas territoriais naquela região da Ásia e Pacífico.

Queremos pôr fim à expansão e militarização dos lugares ocupados. Acreditamos que todo o mundo será beneficiado por uma efetiva desmilitarização, disse hoje Kerry.

Sem culpar abertamente a China, o secretário de Estado norte-americano lamentou que existam mísseis, aviões de combate, armas e artilharias, entre outras coisas, no Mar do Sul da China. É uma grande preocupação para quem depende do mar para fazer trocas comerciais no Pacífico, disse ele.

Por outro lado, Wang assegurou que tanto a China como os EUA e os países da Asean [Associação de Nações do Sudeste Asiático] se comprometeram a não militarizar o território.

O secretário [John Kerry] e eu concordamos em manter o nosso diálogo sobre o Mar do Sul da China para aprofundar o nosso entendimento comum. É importante evitar qualquer erro de cálculo, destacou Wang Yi.

A China insiste que tem direitos de soberania sobre a quase totalidade do Mar do Sul da China, uma via marítima estratégica pela qual passa um terço do petróleo negociado internacionalmente.

Nos últimos meses, a China tem construído ilhas artificiais capazes de receber instalações militares em recifes do arquipélago Spratly, ao sul do arquipélago Paracel, disputado total ou parcialmente pela China, Vietnã, Taiwan, Filipinas, Malásia e Brunei.

 

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