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13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Coalizão saudita mata dezenas em bombardeios no Iêmen - Jornal Brasil em Folhas
Coalizão saudita mata dezenas em bombardeios no Iêmen


Bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita provocaram dezenas de mortos nesta quarta-feira em setores controlados pelos rebeldes huthis no Iêmen, que na véspera dispararam mais um míssil contra Riad.

Os sauditas lideram desde 2015 uma coalizão militar que age, principalmente pelo ar, contra os rebeldes huthis no Iêmen, que controlam amplas zonas no país, incluindo a capital Sanaa.

A Arábia Saudita acusa seu grande adversário regional, o Irã, de apoiar militarmente os huthis, o que Teerã voltou a desmentir energicamente.

Pela segunda vez em menos de dois meses, os sauditas interceptaram na terça-feira um míssil balístico disparado do Iêmen, e acusaram imediatamente o Irã e os huthis.

Nesta quarta-feira, no feudo rebelde de Saada (norte), próximo da fronteira saudita, 11 civis morreram em um ataque aéreo da coalizão, segundo um líder tribal e a TV Al Masirah, controlada pelos huthis.

A coalizão também atacou outras posições dos huthis, na região de Sanaa, segundo testemunhas e fontes de segurança.

A agência de imprensa Saba, ligada aos rebeldes, afirmou que 38 pessoas - incluindo mulheres e crianças - morreram ou ficaram feridas em uma série de ataques nas últimas horas em vários pontos do país.

Este número, que não pode ser confirmado por fontes independentes, não inclui os 11 mortos em Saada, comunicados posteriormente.

A coalizão saudita impôs um severo bloqueio ao Iêmen, reforçado após o primeiro disparo de míssil contra Riad, no início de novembro.

Este bloqueio preocupa as organizações humanitárias diante da precária situação no Iêmen, onde o conflito já deixou mais de 8.750 mortos, incluindo muitos civis, segundo a ONU.

A cólera também matou mais de 2 mil pessoas no Iêmen, que enfrenta a pior crise humanitária do planeta, segundo a ONU.

Após forte pressão internacional, a coalizão informou que o porto de Hodeida, no Mar Vermelho, permanecerá aberto por um período de 30 dias para ajuda humanitária.

 

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