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20 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 MPF exige de empresas provas de que Lula deu palestras - Jornal Brasil em Folhas
MPF exige de empresas provas de que Lula deu palestras


O Ministério Público Federal (MPF) apertou o cerco nas investigações relacionadas ao ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato. Empresas, bancos e entidades de classe que fizeram pagamentos à L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações estão sendo oficiadas a apresentar comprovantes dos pagamentos e da realização das palestras proferidas pelo ex-presidente. A L.I.L.S., com sede em São Bernardo do Campo, é uma sociedade de Lula e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

Em agosto passado, a entidade divulgou nota informando que Lula fez palestras a 41 empresas. Três delas confirmaram, na sexta-feira, ter recebido ofício ou pedido de informações do MPF. A Rumo ALL confirma que recebeu um ofício solicitando dados e documentos sobre a contratação da L.I.L.S. para palestra do ex-presidente Lula. Segundo a empresa, o evento foi realizado em julho de 2011, e os documentos relativos à palestra serão encaminhados nos próximos dias ao MPF.

A Helibrás informou que recebeu a solicitação de informações e que a palestra foi realizada no dia 29 de abril de 2014, em Itajubá (MG). A Odebrecht, investigada na Lava-Jato, informou que já prestou as informações solicitadas em inquérito que corre em sigilo. Em nota, informou que “o ex-presidente foi convidado pela empresa para fazer palestras para empresários, investidores e líderes políticos sobre as potencialidades do Brasil e das empresas do país, exatamente, o que têm feito presidentes e ex-presidentes de outros países”. Ressaltou que “mantém uma relação institucional e transparente com o ex-presidente Lula”. A Rumo, a Helibrás e a Odebrecht não especificaram se o ofício partiu da Lava-Jato.

A L.I.L.S. apareceu nas investigações da Odebrecht num pedido de compra da construtora, no valor de R$ 400 mil. Na ocasião, a Polícia Federal incluiu em relatório a informação de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou pagamentos de R$ 27 milhões à empresa de Lula entre abril de 2011 e maio de 2015, publicada em agosto passado pela revista “Veja” — R$ 10 milhões teriam sido pagos por empresas investigadas na Operação Lava-Jato.

O Instituto Lula informou ter prestado informações voluntariamente ao Ministério Público Federal do Distrito Federal e para a Receita Federal. Negou ter recebido pedido da força-tarefa da Lava-Jato.

“A LILS e o Instituto Lula tem prestado todas as informações solicitadas pelas autoridades — seja o Ministério Público Federal do Distrito Federal, que solicitou informações antes de abrir inquérito em 2015 (o que configura que a LILS e o Instituto as forneceram em caráter voluntário), seja a Receita, seja qualquer outra autoridade que as solicite”, diz nota da assessoria de Lula.

Em outro trecho, afirma que as averiguações são sigilosas, mas que já foi entregue o material de comprovação de realização de todas as palestras contratadas. “Nem a LILS, nem o Instituto Lula receberam pedido de informações da Operação Lava-Jato. O Instituto Lula publicou um relatório com todas as suas atividades em julho de 2015, que se encontra disponível na internet”.

Os valores das palestras, segundo o instituto, já foram entregues para a Receita Federal. “As relações particulares entre a LILS Palestras e seus clientes, dentre os quais se inclui a Infoglobo, que edita publicações da família Marinho, são relações legítimas, legais e honestas de prestação de serviços de palestras”, informa a nota.

A Infoglobo, empresa que publica os jornais O GLOBO, “Extra” e “Expresso”, informa que participa de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento e a promoção do Rio de Janeiro. Em 2013, com esse objetivo, apoiou a Fecomércio-RJ na realização de um seminário sobre o Mapa do Comércio no Estado do Rio. Além de divulgar o evento em seus jornais, a Infoglobo arcou com os custos dos palestrantes, inclusive do ex- presidente Lula.

A defesa do ex-presidente Lula entrou com pedido no Supremo Tribunal Federal para retirar do âmbito da Lava-Jato as duas investigações que apuram se ele foi beneficiado de forma irregular com favores de empreiteiras com reformas no sítio em Atibaia e no tríplex no Guarujá, ambos em São Paulo.

 

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