Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


13 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Novas armas do Kremlin na internet provocam temor e especulações - Jornal Brasil em Folhas
Novas armas do Kremlin na internet provocam temor e especulações


Da eleição de Donald Trump até a crise catalã, passando pelo Brexit, as acusações de interferência do Kremlin em questões internas ocidentais aumentaram no último ano os temores provocados por hackers, trolls e meios de comunicação estatais russos.

As primeiras acusações contra a Rússia surgiram com o ataque aos servidores do Partido Democrata americano em 2016 e aumentaram após a eleição Trump, revelando o amplo leque de ferramentas utilizadas a serviço dos interesses do Kremlin.

Os esquivos hackers russos, que supostamente travam uma guerra cibernética para o serviço secretos, foram os primeiros apontados, mas rapidamente deram espaço às reportagens televisivas, textos na internet e anúncios que viralizaram nas redes sociais, destinados a explicar as posturas de Moscou e também a aproveitar os falha e as divisões das democracias ocidentais.

No mais recente capítulo da história, que mantém uma sombra ante a presidência de Trump, o canal de televisão público RT, acusado de difundir a propaganda do Kremlin no exterior, cumpriu em novembro as exigências de Washington e se registrou como agente estrangeiro nos Estados Unidos.

Poucas semanas antes, a rede social Twitter proibiu o RT e a agência de notícias pública russa Sputnik de divulgar conteúdo patrocinado, enquanto Facebook e Google prometeram lutar contra a desinformação de Moscou.

A ameaça preocupa em todas as partes: o governo espanhol aponta manipulações procedentes da Rússia na crise catalã, analistas britânicos observam sinais de influência russa no Brexit e cresce o temor de interferências do Kremlin em outras eleições.

- Guerra de informação -

O Kremlin denuncia energicamente o que chama de acusações histéricas, ridículas e infundadas, alimentadas pela russofobia. E espera provas concretas.

Depois de assumir que havia perdido a guerra midiática durante o breve conflito contra a Geórgia em 2008, a Rússia fez todo o possível para desenvolver seu poder de atração. Os esforços resultaram em meios de comunicação em vários idiomas estrangeiros: o canal Russia Today, que virou RT, e a agência de notícias on-line Sputnik.

A missão oficial dos braços mediáticos do Kremlin é apresentar no exterior o ponto de vista de Moscou, especialmente sobre questões que provocam tensões com os ocidentais, como Síria ou Ucrânia.

A Rússia gasta muito dinheiro na guerra de informação e adiciona constantemente novos atores. Está na dianteira neste âmbito, explica Andréi Soldatov, chefe de redação do portal Agenta.ru, especializado em questões de inteligência.

Em 2014, uma nova ferramenta de influência, mais secreta, apareceu nos meios russos: a fábrica de trolls de São Petersburgo. A empresa, cujo nome oficial é Internet Research Agency e que segundo a imprensa estaria vinculada ao serviço de inteligência do país, supostamente alimenta milhares de contas falsas nas redes sociais para intentar influenciar a opinião pública.

De acordo com fontes contactadas pelo jornal econômico RBK, os trolls, que se dedicaram primeiro a assuntos de política interna, começaram em 2015 a espalhar a discórdia nos Estados Unidos: se passaram por simpatizantes democratas ou republicanos, chegando inclusive a organizar manifestações ou divulgando informações falsas pela internet.

As operações do Kremlin durante a campanha americana não tinha como objetivo decidir quem chegaria à Casa Branca e sim abalar a legitimidade do governo americano, sua capacidade de agir e sua unidade, afirmou em um artigo Mark Galeotti, do Instituto de Relações Internacionais de Praga.

Apesar dos esforços de Moscou, seu poder de influência e sua capacidade de ação continuam limitados.

Autoridades americanas recordaram que os conteúdos divulgados a partir da Rússia e o dinheiro gasto durante a campanha eleitoral representam apenas uma pequena parte do fluxo de informação e do orçamento total dos candidatos.

No Facebook, os russos gastaram 100.000 dólares antes e depois das eleições nos Estados Unidos, contra 81 milhões desembolsados por Hillary Clinton e Donald Trump nas redes sociais.

A respeito dos hackers, a capacidade dos americanos em segurança virtual é muito superior, afirma Soldatov, para quem os russos utilizam especialmente métodos que precisam de poucos recursos como o roubo de senhas.

Ele também relativiza o sucesso da Rússia na guerra de informação.

O Kremlin não obteve grande coisa com estas operações, que provocaram mais ruído do que benefícios para Moscou, disse o jornalista. Mas, segundo ele, outros países poderiam cair na tentação de utilizar técnicas similares no futuro.

 

Últimas Notícias

Deputado Marlúcio entrega título de Cidadã Goiana a cantora Joelma
Fundo Nacional do Idoso é aprovado na Câmara
Aval do TCU é suficiente para cessão onerosa, dizem técnicos da Corte
Acordo possibilitará investimentos privados em segurança pública
Vazamento de óleo afetará reprodução da fauna em mangue, diz ONG
Temer e Bolsonaro lamentam tragédia em Campinas
Jungmann coloca PF à disposição para apuração de caso de Campinas
Ministro da Cultura inicia comemorações aos 200 anos da independência

MAIS NOTICIAS

 

Novo crediário para cartão é estudado para 2019, diz Febraban
 
 
Demanda por bens industriais cresce 0,3% em outubro
 
 
Diálogo Brasil debate projeto Escola sem Partido
 
 
Brasileiro é eleito para Associação Internacional de Seguridade Social
 
 
Polícia e MP de Goiás vão apurar denúncias contra médium João de Deus
 
 
ONG homenageia policiais militares mortos no estado do Rio

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212