Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


20 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 A solidão de um comerciante sírio em meio às ruínas do souk de Aleppo - Jornal Brasil em Folhas
A solidão de um comerciante sírio em meio às ruínas do souk de Aleppo


Antes da guerra, era um dos souks mais animados da Cidade Velha de Aleppo, mas hoje em Khan al-Harir, o mercado da seda, há apenas uma loja que vende toalhas de plástico no meio de edifícios destruídos.

A entrada do comércio de Mohamad Shawash, com tapetes e colchas pendurados, é o único oásis colorido em meio a uma paisagem de desolação.

Um ano após a reconquista dos bairros rebeldes da segunda maior cidade da Síria pelas tropas de Bashar al-Assad, os becos ao redor de sua tenda seguem devastados.

O comerciante de 62 anos reabriu sua loja no verão passado, alguns meses depois que a cidade foi reconquistada.

Agora espera os clientes, que já não vão a Khan al-Harir, um setor inscrito na lista do patrimônio mundial da Unesco, mas destruído por quatro anos de combates.

Eu chorei quando voltei pela primeira vez, lembra Shawash.

Era tudo destruição. As lojas estavam destruídas, as ruas cobertas de escombros e pedras, os edifícios derrubados, conta.

A Cidade Velha de Aleppo foi onde aconteceram os mais violentos combates entre as tropas do regime e os rebeldes entre 2012 e dezembro de 2016.

- Não há mais ninguém -

Outrora famosa por seu famoso mercado coberto, o maior do mundo com 4.000 lojas, a área nada se parece com o que foi.

Shawash reconstruiu a sua para provar ao mundo inteiro que a Cidade Velha de Aleppo preservou sua alma.

Neste oceano de destruição, formam-se pequenas ilhas de vida.

Em novembro, as autoridades inauguraram uma via do restaurado Souk al Khumruk. Apenas algumas lojas foram reabertas.

Eu cresci aqui. Minha loja ficava aberta das 07h00 até tarde da noite, conhecia todos, lembra Shawash.

As ruas estavam sempre cheias de pessoas, empresas, restaurantes, vendedores de roupas, tapetes, móveis, mas agora, não há mais ninguém, lamenta.

Quando ele voltou pela primeira vez, sua loja havia sido saqueada, uma parede derrubada, mas acima de tudo, as ruas do bairro estavam desertas.

Não se trata apenas de perder dinheiro ou mercadorias. Perdi meus vizinhos, meu ambiente, perdi-me, diz ele.

Shawash reconstruiu seu negócio, pedra por pedra. Agora ele voltou a uma rotina.

Todas as manhãs ele tira e expõe as toalhas de mesa e se senta confortavelmente em uma cadeira de plástico à espera de clientes. Mas ninguém vem.

Então ele guarda sua mercadoria, fecha a loja e volta para sua casa.

Antes do conflito, vendia cerca de 50.000 a 70.000 libras sírias (entre 1.000 e 1.500 dólares no câmbio de antes da guerra), ele explica.

Agora vendo cerca de 400 libras (0,9 centavos de dólar) o suficiente para comprar um sanduíche falafel, diz.

Shawash espera que os jovens voltem para Aleppo, o símbolo da civilização.

Um símbolo desfigurado pela guerra. Além do souk, sua famosa mesquita e a cidadela medieval foram danificadas.

Estou orgulhoso de ser o primeiro a reabrir minha loja, mas espero que haja vida novamente no souk, conclui.

 

Últimas Notícias

Estimativa do mercado para inflação cai pela quarta vez seguida
Autoridades de Cuba anunciam retorno de médicos antes do fim do ano
Guatemala monitora atividades de vulcão que pode ter novas erupções
Marcelo Piloto é extraditado do Paraguai para o Brasil
Ex-CEO da Nissan é preso no Japão suspeito de reduzir próprio lucro
Governador eleito do Rio promete nova concessão para o Maracanã
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento

MAIS NOTICIAS

 

Estimativa do mercado para inflação cai pela quarta vez seguida
 
 
Autoridades de Cuba anunciam retorno de médicos antes do fim do ano
 
 
Guatemala monitora atividades de vulcão que pode ter novas erupções
 
 
Ex-CEO da Nissan é preso no Japão suspeito de reduzir próprio lucro
 
 
Governador eleito do Rio promete nova concessão para o Maracanã
 
 
Relatório alerta que há 45 barragens sob ameaça de desabamento

 


 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212