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 Entenda as chaves do indulto a Fujimori, que divide os peruanos - Jornal Brasil em Folhas
Entenda as chaves do indulto a Fujimori, que divide os peruanos


O presidente peruano, Pedro Pablo Kucyinski, justificou o indulto concedido ao ex-presidente Alberto Fujimori, alegando que ajudará a reconciliar o país, mas o objetivo parece ter sido salvar seu próprio mandato.

Seguem algumas chaves sobre o contexto do indulto:

- Legado com pontos altos e baixos -

Alberto Fujimori, um professor universitário eleito democraticamente presidente do Peru em 1990 deu um autogolpe em abril de 1992 com o apoio das Forças Armadas e fechou o Congresso e a Suprema Corte. Foi reeleito sem sobressaltos em 1995.

Seis meses depois de uma questionada segunda reeleição no ano 2000, Fujimori partiu para o Japão - terra natal de seus pais -, de onde enviou um fax com sua renúncia, em 19 de novembro. Dois dias depois, o Congresso aprovou sua destituição por incapacidade moral. Seus últimos meses no poder tinham sido muito complicados devido ao escândalo de espionagem de seu assessor, Vladimiro Montesinos.

No entanto, até hoje muitos peruanos valorizam sua gestão e destacam que ele estabilizou a economia depois da crise no primeiro governo de Alan García (1985-1990) e derrotou as guerrilhas de Sendero Luminoso e MRTA.

- Condenação por massacres e sequestros -

Do Japão, Fumimori viajou em 2005 para o Chile, de onde foi extraditado para o Peru, em setembro de 2007.

Foi julgado e em abril de 2009 foi sentenciado a 25 anos de prisão por duas chacinas, realizadas por esquadrões da morte do Exército em Barrios Altos (15 mortos, incluindo uma criança) e La Cantuta (nove mortos), assim como pelos sequestros de um jornalista e um empresário.

- Presidente frágil, oposição forte -

O presidente Kuczynski disse que o indulto buscava evitar que Fujimori morresse na prisão, mas muitos duvidam de sua explicação.

Kuczynski ganhou por estreita margem o segundo turno das eleições de 2016 contra Keiko Fujimori, filha do ex-presidente, cujo partido, Força Popular, conseguiu a maioria absoluta no Congresso e mantém o presidente sob pressão desde o dia em que assumiu.

O Força Popular e os partidos minoritários de esquerda lançaram o procedimento de destituição de Kuczynski por mentir ao depor sobre as milionárias assessorias que teria prestado à questionada empreiteira brasileira Odebrecht.

Com reduzido apoio no Congresso, estimava-se que a moção de impeachment seria aprovada, mas foi surpreendentemente rechaçada e o presidente salvou o cargo. A abstenção de 10 legisladores do Força Popular, incluindo Kenji Fujimori, filho caçula do ex-presidente, foi crucial para que Kuczynski se salvasse.

- Kuczynski mente? -

A defesa de Fujimori vinha pedindo há tempos, embora sem sucesso, o indulto por motivos de saúde.

Por isso, muitos peruanos acreditam que o indulto foi parte de uma negociação reservada com o fujimorismo.

Além disso, o indulto reforçou a sensação de que Kuczynski mente para seus compatriotas, pois durante dois anos negou qualquer vínculo com a Odebrecht até ser desmentido pela própria empresa e porque várias vezes disse que não concederia o perdão a Fujimori.

Kuczynski tem, sim, um atenuante nas circunstâncias em que decidiu violar sua palavra e dar o indulto: ou aceitava dá-lo ou hoje não seria o presidente, destacou em um editorial o jornal El Comercio, o mais influente do Peru, acrescentando que têm razão todos os que pensam que Kuczynski mente.

O indulto despertou o repúdio não só dos familiares das vítimas e de organismos de defesa dos direitos humanos, como também de aliados do presidente: três legisladores renunciaram ao partido governista e se antecipam mais demissões dentro do governo.

 

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