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19 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Filha do ditador Francisco Franco morre aos 91 anos - Jornal Brasil em Folhas
Filha do ditador Francisco Franco morre aos 91 anos


Carmen Franco, a filha única do ditador Francisco Franco (1939-1975), faleceu em Madri aos 91 anos - anunciaram nesta sexta-feira (29) um de seus netos e sua biógrafa.

Deus levou a Man, anunciou o neto Luis Alfonso de Borbón em sua conta de Instagram, utilizando o nome que os parentes usavam para Carmen e com uma fotografia dela.

Carmen morreu como queria, em sua casa e em sua cama. Faleceu em sua residência de Madri, afirmou sua biógrafa Nieves Herrero em um texto publicado no jornal El Mundo.

María del Carmen Franco Polo, mãe de sete filhos, anunciou este ano que sofria um câncer em fase terminal.

A filha única do ditador espanhol admitiu que Franco foi um pai autoritário e machista, mas defendeu sua memória até o fim.

Ela permanecia como presidente de honra da fundação nacional Francisco Franco, criada para elogiar a figura do Generalíssimo, Caudilho pela graça de Deus, que morreu em 1975, depois de passar 36 anos no poder.

Até ano passado, quando ela saía de uma missa em memória de seu pai, as pessoas faziam a saudação fascista do lado de fora da igreja, em plena Madri.

Nas longas conversas com Nieves Herrero para uma biografia autorizada, Carmen Franco se negou a julgar o pai.

A meu pai que o julgue a história, eu não, afirmou.

Quando me dizem que foi um ditador, não nego, mas tampouco eu gosto disso, porque costumam falar como um insulto. No entanto, não parece tão ruim para mim, disse.

Carmencita, como era chamada pela imprensa franquista, estudou com professoras francesas e nunca frequentou uma escola, nunca entrou em uma cozinha, segundo a sua biógrafa.

Coautor de um golpe de Estado em 1936 contra a Segunda República espanhola e vencedor da violenta guerra civil encerrada em 1939, Franco se mudou com a mulher e a filha para o palácio do Pardo, na região de Madri.

Carmencita rezou com o pai quando ele se reuniu em 1940 com o chanceler alemão, Adolf Hitler, na França.

No palácio, aprendeu a caçar, um dos poucos hábitos que compartilhava com o pai, a quem descrevia como machista, como os homens de sua época e que sempre gostou de mandar em tudo.

Carmen Franco se casou em 1950 com o marquês de Villaverde, Cristóbal Martínez Bordiu. O casal se mudou para outro palácio e teve sete filhos.

Após a morte de Franco em 1975, a filha do Generalíssimo se tornou a filha do ditador.

Mas o rei da nova democracia espanhola, Juan Carlos I, que Franco escolheu como sucessor, a nomeou duquesa de Franco e cuidou para que ela e a mãe não fossem importunadas, segundo sua biógrafa.

Graças a um passaporte diplomático concedido pelo monarca, ela viajou ao redor do mundo.

- Fortuna incalculável -

Em um país que ainda não cicatrizou todas as feridas da guerra civil e da ditadura, seus filhos e netos, com vidas conturbadas em alguns casos, ainda chamam a atenção da imprensa sensacionalista.

A família é acusada de se beneficiar da fortuna do ditador, que inclui muitos bens imobiliários. A imprensa local calcula em centenas de milhões de euros.

 

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