Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


23 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Irã: assistimos ao princípio de um grande movimento, diz Nobel da Paz - Jornal Brasil em Folhas
Irã: assistimos ao princípio de um grande movimento, diz Nobel da Paz


As manifestações no Irã são apenas o princípio de um grande movimento que pode ser mais amplo do que o de 2009 - considerou a Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi, em entrevista publicada neste domingo (31) no jornal italiano La Repubblica.

Acredito que as manifestações não vão acabar logo. Me parece que assistimos ao princípio de um grande movimento de protesto que pode ir muito além da onda verde de 2009. Não estranharia se se tornasse algo maior, declarou Ebadi, que vive exilada em Londres.

Nas últimas horas, o Irã registrou novas manifestações contra o governo, durante as quais duas pessoas morreram, dezenas foram detidas, e prédios públicos foram atacados.

São as manifestações mais significativas registradas na República Islâmica desde o movimento de protesto contra a reeleição do ex-presidente ultraconservador Mahmud Ahmadineyad em 2009. Na época, o movimento foi violentamente reprimido.

Agora, as raízes da revolta são, sobretudo, econômicas e sociais: No Irã, e isso não é novo, há uma crise econômica muito grave. A corrupção em todo país atingiu níveis espantosos. O fim de algumas sanções ligadas ao acordo nuclear com Europa e Estados Unidos em 2015 não trouxe benefícios reais para a população, ao contrário do que muitos esperavam, disse Ebadi.

A isso se soma o fato de que o Irã tem um gasto militar muito elevado. As pessoas não toleram ver que se gasta tanto dinheiro com isso, acrescentou a advogada iraniana.

Os jovens são os mais decepcionados, advertiu ela, mencionando o alto índice de desemprego, que os afeta diretamente, a corrupção e o clima de censura que se respira nas ruas.

E, se entre os manifestantes também há mulheres, é porque o movimento atual não é um assunto de gênero, apontou.

A situação econômica e a distância aterradora entre ricos e pobres, entre os que gozam do bem-estar e os que não, estão na base do protesto. As diferenças sociais apenas aumentaram nos últimos anos, e esse é um dos elementos-chave para entender o que está acontecendo, completou a Prêmio Nobel de 2003.

 

Últimas Notícias

Índice de registro de imóveis pode melhorar transações no país
Programa para receber declaração do IR estará disponível segunda-feira
Paulo Guedes espera aprovação da reforma da Previdência até junho
Doria anuncia redução do aumento do preço médio do gás em São Paulo
Pesquisador em Engenharia Aeroespacial assume presidência do CNPq
Ortega anuncia retomada do diálogo com a sociedade organizada
Empresária vítima de tentativa de feminicídio no Rio deixa hospital
Atriz Fernanda Montenegro recebe alta de hospital no Rio

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212