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14 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Rebelião deixa ao menos nove mortos e 14 feridos em presídio de Goiás - Jornal Brasil em Folhas
Rebelião deixa ao menos nove mortos e 14 feridos em presídio de Goiás


Ao menos nove presos foram mortos e 14 ficaram feridos durante uma rebelião, na tarde desta segunda-feira (1º), na colônia agroindustrial do regime semiaberto do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. Pelo menos duas das vítimas foram decapitadas.

Outros 106 presos fugiram. Desse total, 29 foram recapturados pelas forças de segurança e outros 77 continuavam foragidos. Além deles, mais 127 saíram da unidade quando o motim ainda acontecia, mas retornaram ao local após o término do conflito.

As informações de mortos, feridos e fugas são da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás. O conflito, que foi controlado no final desta tarde, ocorreu após presos de uma ala invadirem outro pavilhão da colônia e iniciarem uma troca de tiros e colocarem fogo em colchões.

De acordo com agentes prisionais ouvidos pela reportagem, presos de uma ala tinham rixa antiga com os de outro pavilhão por causa de comando de crimes.

Vísceras de um dos presos foram retiradas do corpo dele e penduradas no arame no alto do muro da unidade. Telhados foram destruídos durante a rebelião, conforme mostram imagens cedidas por agentes prisionais.

O Corpo de Bombeiros enviou cinco equipes para combater o incêndio e encaminhar os feridos ao Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa). Na unidade hospitalar, dois dos sobreviventes estão em estado de saúde grave. Um deles, de 51 anos, está entubado e sedado por ter sofrido queimaduras e sido intoxicado pela fumaça do incêndio. O outro, de 30, está com uma bala alojada no ombro esquerdo e vai ser submetido a uma tomografia.

Ainda de acordo com o Huapa, a maioria dos feridos que foi encaminhada à unidade apresenta estado de saúde regular. Eles sofreram cortes, fraturas e lesões no corpo.

Equipes do Gope (Grupo de Operações Penitenciárias Especiais) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar retomaram o controle da unidade no final da tarde desta segunda.

O Graer (Grupo de Radiopatrulha Aérea) também foi chamado para reforçar a segurança. No entanto, agentes prisionais contam que disparos de arma de fogo foram dados do helicóptero do Graer em direção à unidade.

Desespero, aflição e choro tomaram conta dos familiares de presos. Eles correram para a colônia agroindustrial do semiaberto assim que ficaram sabendo da rebelião. Alguns ainda estão desesperados por informações de seus parentes.

A reportagem tentou ouvir o secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Ricardo Balestreri, e o superintendente executivo de Administração Penitenciária, Newton Nery Castilho, mas não obteve resposta.

O presidente da Aspego (Associação dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de Goiás), Jorimar Bastos, diz que, durante a rebelião, a unidade tinha cinco agentes de plantão, número que foi reforçado por causa do final de ano. Segundo ele, normalmente, por plantão, apenas três agentes trabalham na segurança da unidade do regime semiaberto, que tem 900 presos. "É uma barbárie", afirmou ele.

MASSACRES DE JANEIRO

A rebelião registrada no presídio de Goiás no primeiro dia de 2018 aconteceu exatamente um ano após o conflito iniciado na penitenciária de Manaus e que se espalhou dias depois por unidades de Roraima e Rio Grande do Norte.

As três rebeliões de janeiro de 2017 deixaram mais de 120 detentos mortos. Na maioria dos casos, os conflitos foram iniciados por membros de facções rivais que pretendiam assumir o comando do crime de dentro das unidades.

De acordo com o delegado-geral do Amazonas, Frederico Mendes, o inquérito "comprovou que o massacre de Manaus foi causado pela rivalidade entre as facções criminosas FDN (Família do Norte) e PCC (Primeiro Comando da Capital)" em uma disputa pelo controle dos presídios da capital amazonense. A transferência de líderes da FDN para presídios federais no ano anterior também estimulou o massacre.

Em Roraima, o então secretário estadual de Justiça, Uziel Castro, disse que a matança registrada na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo foi uma retaliação do PCC contra os membros da facção mortos em Manaus. Na capital potiguar, a disputa pelo controle do tráfico de drogas entre as facções PCC e Sindicato do Crime gerou o conflito.

Os massacres também reascenderam o debate sobre a política de encarceramento do país, que já apresenta a terceira maior população de presos do mundo.

Seis meses após os conflitos, reportagem da Folha mostrou que os governos dos três Estados onde as rebeliões ocorreram pouco fizeram para tornar o sistema prisional mais eficiente.

Como medida emergencial, os Estados transferiram detentos, anunciaram a construção de novas penitenciárias e fizeram mutirões para revisar processos, mas nenhum conseguiu alcançar o "calcanhar de Aquiles" do problema: o número de presos provisórios –aqueles que ainda aguardam por um julgamento.

De lá para cá, apenas o Amazonas conseguiu reduzir a população de provisórios em quantidade significativa, segundo dados oficiais, por meio de mutirões do Judiciário que sentenciaram 63% dos processos.

 

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