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13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 França assina acordos comerciais com China, mas alerta para pilhagem - Jornal Brasil em Folhas
França assina acordos comerciais com China, mas alerta para pilhagem


Os presidentes chinês, Xi Jinping, e francês, Emmanuel Macron, assinaram nesta terça-feira (9) acordos comerciais avaliados em bilhões de dólares, buscando aumentar os investimentos do país asiático na França.

O ministro de Finanças francês, contudo, alertou que não permitirá a pilhagem.

No segundo dia da visita de Macron, os dois países assinaram acordos para que o grupo francês Areva construa uma usina de tratamento de resíduos radioativos na China e para que o país suspenda o embargo imposto à carne bovina francesa - vigente desde 2001, devido à crise do mal da vaca louca.

Os dois países também concordaram sobre a abertura de uma sucursal do Centro Pompidou de arte contemporânea em Xangai.

Macron, que busca assumir a liderança enquanto representante da União Europeia, viajou a Pequim para discutir uma ambiciosa agenda com Xi, o mais poderoso líder chinês em décadas.

Estamos em um momento crucial no mundo, disse Macron, ao lado de seu equivalente asiático, depois da cerimônia de assinatura, insistindo nos desafios comuns, como a mudança climática e o terrorismo.

Já Xi garantiu que ambos os países trabalharão dando as mãos, enquanto aplaudia o apoio de Macron ao seu projeto de reativar a antiga Rota da Seda e as rotas de comércio marítimo, avaliado em 1 bilhão de dólares.

Os acordos assinados incluem um memorando de entendimento para que o gigante da energia Areva - antigo emblema do setor nuclear francês, que hoje enfrenta grandes dificuldades financeiras - e seu sócio chinês CNNC construam na China uma fábrica de tratamento de combustível usado no valor de 12 bilhões de dólares.

Neste setor nuclear civil, a presidência francesa garantiu que o reator nuclear de terceira geração (EPR) construído em Taishan, no sul da China, vai começar a funcionar dentro de seis meses. Se isso acontecer, ele será o primeiro EPR operacional do mundo, antes que entrem em funcionamento os reatores de Flamanville, na França, e outro instalado na Finlândia.

O gigante europeu do setor aeronáutico Airbus anunciou ainda um acordo para aumentar a produção de seu avião A320 em Tiajin para seis aparelhos por mês.

O portal chinês de vendas online JD.com se comprometeu a oferecer produtos franceses, como vinhos e conhaques, no valor de 2,4 bilhões de dólares, para consumidores chineses nos próximos dois anos.

Desde sua chegada, Macron, que foi à China acompanhado de 50 líderes empresariais, lançou uma operação de sedução. Ofereceu um dos cavalos da Guarda Republicana francesa de presente a Xi e fez a alegria das redes sociais ao publicar um vídeo no qual aprender a dizer seu slogan climático - Fazer nosso planeta grande e belo outra vez - em mandarim.

- Não à pilhagem -

O presidente francês prevê voltar a Paris na quarta-feira com cinquenta acordos e contratos debaixo do braço.

A França procura reequilibrar suas relações comerciais com a China, que gera seu maior déficit externo - foram 30 bilhões de euros em 2016.

O país europeu presente estimular investimentos chineses, que, apesar de serem crescentes, ainda são muito menores que os investimentos franceses na China.

O ministro de Finanças francês, Bruno Le Maire, que viaja com Macron, garantiu à imprensa, contudo, que tinha recusado diversos projetos chineses. Aceitamos investimentos a longo prazo, e não os investimentos de pilhagem, afirmou, em termos bem pouco diplomáticos.

Após chegar a Xian, norte da China, na segunda-feira, Macron começou nessa terça-feira sua sessão em Pequim com uma visita, ao lado de sua mulher, Brigitte, à Cidade Proibida.

Em seu primeiro discurso na China, Macron prometeu na segunda-feira voltar pelo menos uma vez por ano para criar confiança, passo a passo.

 

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