Assine Brasil em Folhas / Nuvem / Pressreader



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


17 de Jan de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

...

...

 
Notícias
 Equador dá nacionalidade a Assange, refugiado em embaixada de Londres - Jornal Brasil em Folhas
Equador dá nacionalidade a Assange, refugiado em embaixada de Londres


O Equador concedeu a nacionalidade ao criador do site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, asilado em sua embaixada em Londres desde 2012, em uma tentativa vã de resolver sua delicada situação.

A chanceler María Fernanda Espinosa afirmou nesta quinta-feira (11) que, após conceder-lhe a naturalização em 12 de dezembro, o governo equatoriano pediu a Londres que reconhecesse Assange como agente diplomático.

Isto lhe teria dado imunidade para sair da embaixada sem ser preso.

Este pedido foi negado em 21 de dezembro, acrescentou a diplomata, explicando que o Equador não insistirá nesta opção, proposta para incrementar as possibilidades de proteção de Assange.

O fundador do WikiLeaks, site que difundiu milhares e milhares de segredos oficiais americanos, entrou na embaixada equatoriana em Londres em 2012 para escapar de sua extradição para a Suécia, onde a Justiça queria interrogá-lo como suspeito de vários delitos sexuais que ele nega.

Assange, que no mesmo ano recebeu asilo diplomático do Equador sem que Londres lhe desse um salvo-conduto para que pudesse deixar a embaixada em liberdade, sempre denunciou que se trata de um pretexto para ser enviado aos Estados Unidos, onde teme sofrer represálias.

No entanto, a manobra equatoriana não teve o efeito desejado e Assange prosseguirá por enquanto recluso na sede diplomática.

Para o internacionalista Michel Levi, o que mudou é o status migratório do australiano, mas sua situação continua sendo a mesma: se deixar a delegação, expõe-se a ser preso.

A naturalização não muda sua condição com o Reino Unido no sentido de que ele descumpriu uma disposição judicial da Corte de Justiça daquele país. Assim, mesmo com a cidadania equatoriana, ele tem um dever pendente com o Reino Unido, explicou à AFP.

- Mediação -

A finalidade pretendida foi permitir (a Assange) gozar de privilégios e imunidades outorgadas pela Convenção de Viena sobre agentes diplomáticos, e isto foi imediatamente rejeitado pelo Reino Unido, que considerou que é uma forma artificial de burlar as disposições do direito internacional, explicou à AFP o ex-chanceler equatoriano José Ayala Lasso.

Estamos procedendo com total falta de seriedade e é necessário que o governo retifique não só estas ações, mas estas pseudo-políticas que o guiaram no campo internacional, acrescentou.

Espinosa insistiu, por sua vez, em que Quito continue explorando outras vias de solução para a situação de Assange.

Entre elas, acrescentou, uma possível mediação e bons ofícios de autoridades de renome, outros Estados ou organismos internacionais, que possam facilitar uma solução justa, definitiva e digna para todas as partes envolvidas.

Continuaremos buscando alternativas de acerto em coordenação com o Reino Unido, enfatizou.

- Não há diálogo -

No entanto, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores britânico informou na quinta-feira, em um comunicado, que não há diálogo com o Equador sobre este assunto, após ser rejeitado o pedido para que Assange fosse tratado como agente diplomático.

O Equador sabe que a única forma de resolver este assunto é que Assange abandone a embaixada para enfrentar a Justiça, acrescentou.

Assange passaria algumas semanas na prisão no Reino Unido por ter violado os termos de sua liberdade condicional, mas seu grande temor é acabar sendo extraditado aos Estados Unidos e julgado pela difusão dos documentos secretos.

A equipe de advogados de Assange lembrou, em um comunicado no Twitter, que um comitê legal da ONU avaliou que Assange está detido ilegal e arbitrariamente.

O ex-chanceler Ayala Lasso afirmou que o asilo dado a Assange em 2012 gerou problemas ao Equador e rendeu (ao país) uma má vontade dos Estados ofendidos por Assange e um desprestígio internacional.

Desde que lhe concedeu o asilo, Quito espera que as autoridades britânicas lhe entreguem um salvo-conduto para que possa sair do Reino Unido.

A chanceler ratificou pela enésima vez o asilo concedido a Assange pelo governo de Rafael Correa (2007-2017), agora adversário de seu sucessor e ex-aliado, o presidente Lenín Moreno.

 

Últimas Notícias

Representantes das Coreias discutem show nos Jogos de Inverno
Morte de Dolores ORiordan cala uma das grandes vozes irlandesas
Morreu Dolores ORiordan, cantora irlandesa do Cranberries
Morre Dolores ORiordan, vocalista da banda irlandesa Cranberries
Moda masculina desembarca em Paris, ofuscada por acusações de assédio
Líbano proíbe exibição de dois filmes por boicote a Israel
Diane Krüger diz que em Hollywood homens têm medo após caso Weinstein
Vocalista do Cranberries, Dolores ORiordan morre aos 46 anos

MAIS NOTICIAS

 

Tantas pontuações já não significam nada, afirma premiado chef francês
 
 
Leonardo DiCaprio protagonizará filme de Tarantino sobre Charles Manson
 
 
DiCaprio vai estrelar filme de Tarantino sobre assassinatos de Charles Manson
 
 
Palestinos buscam dar uma resposta a Trump sobre Jerusalém
 
 
Países e organizações indignados com Trump por declarações racistas
 
 
Oliver Stone assina petição para que Lula possa disputar eleição

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 4018-8212