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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Irã recusa qualquer mudança no acordo nuclear - Jornal Brasil em Folhas
Irã recusa qualquer mudança no acordo nuclear


O Irã reafirmou neste sábado sua recusa a qualquer modificação do acordo nuclear assinado com o clube 5+1, em reação ao ultimato do presidente americano Donald Trump, que exigiu um endurecimento das condições do pacto.

A República Islâmica do Irão não tomará nenhuma medida além de seus compromissos dentro do acordo nuclear, não aceitará nenhuma modificação deste acordo, nem hoje, nem no futuro, e não permitirá vincular o acordo nuclear ou outras questões, indicou em um comunicado o ministério das Relações Exteriores.

O texto insiste que Teerã rejeita renegociar este tratado.

O chefe da diplomacia iraniana, Mohamad Javad Zarif, acusou na véspera o presidente Trump de realizar uma tentativa desesperada para sabotar o acordo nuclear alcançado em julho de 2015 entre o Irã e o 5+1 (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, mais a Alemanha).

O comunicado iraniano acusa Trump de continuar com suas ações hostis contra o povo iranaino como tem feito há um ano.

E acusa Washington de violar de maneira explícita três seções do acordo, incluindo o parágrafo 26 que pede aos Estados Unidos que ajam de boa fé para apoiar o JCPOA, a sigla do pacto em inglês de Joint Comprehensive Plan of Action, e permitir que o Irã possa beneficiar-se da suspensão das sanções.

O comunicado denuncia a política hostil do poder americano e critica novas sanções dirigidas contra cidadãos iranianos e estrangeiros.

Adverte que o Irã responderá com uma ação séria à decisão hostil e ilegal do regime de Trump de acrescentar o nome do aiatolá Sadegh Amoli Larijani, chefe da autoridade judicial da República Islâmica, à lista de novas sanções americanas.

Na sexta, a Casa Branca anunciou que Trump prorrogará a decisão sobre a suspensão das sanções econômicas contra o Irã no âmbito do acordo nuclear, mas pela última vez.

Nos próximos 120 dias, quando deverá renovar novamente a retirada das sanções, o presidente tentará trabalhar com nossos sócios europeus em um acordo que possa endurecer as condições do acordo, declarou à imprensa um funcionário de alto escalão do governo.

Em seu pronunciamento, o presidente vai deixar claro que é a última vez que ele vai fazer esse adiamento, disse o oficial da Casa Branca.

O funcionário indicou que Trump agora quer trabalhar com os aliados europeus dos Estados Unidos - que pediram para ele se manter no acordo - para desenvolver um novo tratado que substitua o atual.

Teerã não se envolveria nessas discussões, como aconteceu no acordo de 2015, mas seria alvo de sanções americanas e europeias, se não cumprisse os termos do novo arranjo.

Ele seria voltado para o programa de mísseis do Irã, e não apenas para a indústria nuclear, exigindo inspeções da ONU no país.

Se o presidente conseguir um acordo que alcance seu objetivo, vai tirar do Irã qualquer caminho para armas nucleares para sempre, não por dez anos. Ele estaria aberto a ficar em um acordo modificado assim, disse o funcionário.

Na sexta, Trump pediu aos países europeus que ajudem a superar as falhas desastrosas do acordo nuclear internacional com o Irã. Ele ameaçou se retirar do pacto, se essa demanda não for atendida.

Ainda não retirei os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã, apontou o presidente, em um comunicado.

Em troca, delineei alguns caminhos: ou se corrigem essas falhas desastrosas, ou os Estados Unidos vão se retirar, prometeu.

Entre suas exigências, Trump insiste em que o Irã aceite as visitas de inspetores internacionais a suas instalações nucleares, e que o Congresso estabeleça por lei que o programa nuclear iraniano não pode ser dissociado de seu programa de mísseis.

Trump insiste em que o governo de seu antecessor, Barack Obama, fez concessões excessivas ao cancelar sanções sobre o Irã sem que o país suspendesse seu programa de mísseis e o apoio a grupos armados na região.

A União Europeia, que supervisiona o cumprimento do acordo, disse que manterá consultas internas e destacou que está comprometida em manter a completa e efetiva implementação do tratado.

 

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