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17 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Grávida baleada na cabeça no Rio está em estado gravíssimo; marido pede orações - Jornal Brasil em Folhas
Grávida baleada na cabeça no Rio está em estado gravíssimo; marido pede orações


O estado de saúde de Michelle Ramos da Silva Nascimento, 33 anos, baleada na cabeça ontem (13) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, é gravíssimo. Ela estava grávida de 8 meses e foi atingida numa tentativa de assalto. Ela está internada no Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI).

Segundo o hospital, ela está no Centro de Tratamento Intensivo. Ontem, ela foi atendida na emergência e passou por uma cirurgia para descompressão craniana, ao mesmo tempo em que as equipes de pediatria, obstetrícia e enfermagem da Maternidade Mariana Bulhões faziam a cirurgia para o parto cesariana.

“O bebê, do sexo masculino, foi transferido de ambulância com UTI móvel para a Maternidade Municipal Mariana Bullhões, em Nova Iguaçu, entubado. O estado de saúde ainda é grave. A criança segue internada na UTI neo-natal da maternidade”, informou o HGNI.

Na manhã de hoje (14), o diretor do hospital, Joé Sestello, em conversa com a imprensa, disse que a equipe obstetra e a de neurocirurgia atuaram em conjunto para tentar salvar as duas vidas.

“A mãe encontra-se em estado grave, porém ainda estável, sem nenhuma intercorrência e com sinais vitais, pressão, frequência, estabilizados. [Ela está] Muito sedada ainda, porque faz parte do tratamento da neuro-cirurgia manter sedada por causa da lesão cerebral. A criança, infelizmente, está muito grave, já com sinais de instabilidade, pressão oscilando e tem extrema gravidade”.

De acordo com ele, o bebê terá sequelas. “Infelizmente é o reflexo da nossa violência, encontrar lesões graves dessa maneira com sequelas. Ainda é precoce para dizer o tipo de sequela que o bebê vai ter”.

Marido pede oração

O marido de Michele, Wallissom Araújo, também falou com a imprensa após visitar o filho no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Ele disse que o menino se chama Antônio e é o primeiro filho do casal. “Foi tudo planejado, nosso bebê estava para vir em março, o berço tinha acabado de chegar, a gente ia começar a pintar o quarto esta semana. Mas Deus quis ser dessa forma, a gente não tem que questionar Deus, vamos acreditar e eu acredito que tudo vai dar certo”.

Muito emocionado, ele agradeceu ao hospital pelo tratamento recebido pela família e disse acreditar que a mulher e o filho vão sobreviver. “O quadro dele [do bebê] ainda não teve melhora nem piora, de ontem pra hoje. Tudo o que a maternidade pode fazer, eles estão fazendo, ele recebeu assistência a noite inteira. Eles falaram que agora é só acreditar em Deus e aguardar. Segundo ele, o problema é que o pulmão ainda não está funcionando como deveria.

O fisiológico está funcionando bem, o problema é que o pulmão dele ainda não está respondendo, por causa do trauma, então tem que aguardar um pouco. Eles falaram que o que eu precisar eu posso ir lá que me darão todas as informações. Só peço a vocês que orem, peçam a Deus, que a gente acredita muito em milagre, acredita na vida e hoje a gente está torcendo pela vida dos dois. Eu acredito muito nisso, que tanto minha esposa quanto meu bebê vão sair dessa sem sequelas”.

Wallissom explicou que estava levando a esposa para o trabalho em um cartório, como faz todos os dias, pouco antes das 8h, e um carro que ia à frente deles diminuiu a velocidade. Quando ele foi tentar ultrapassar, foi fechado e os ocupantes do carro desceram já atirando. “Quando eu vi que deixou o carro morrer na frente, eu dei ré. O primeiro já saiu atirando, ela gritou Wallisson, o outro saiu pela porta traseira e gritou você matou ela, saiu outro com um fuzil, o que atirou nela estava com uma pistola. Aí falaram entra no carro, entra no carro, vamos fugir. Só vi que era um carro Cruze vinho metálico hatch”, descreveu.

Ele disse que tirou a blusa e entregou a Michele, que ainda estava consciente, para ajudar a estancar o sangue, e a levou para a Unidade de Pronto Atendimento mais próxima, de onde ela foi levada para o hospital de Nova Iguaçu.

Edição: Amanda Cieglinski

 

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