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20 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Parlamento catalão volta a funcionar com separatistas na presidência - Jornal Brasil em Folhas
Parlamento catalão volta a funcionar com separatistas na presidência


O Parlamento regional da Catalunha iniciou nesta quarta-feira (17), por volta das 11h locais (8h, horário de Brasília), a plenária de constituição da câmara, mais uma vez dominada pelos partidos separatistas que proclamaram a independência do restante da Espanha em outubro passado.

Nas eleições regionais de 21 de dezembro, os separatistas renovaram sua maioria absoluta, com 70 deputados de 135. Apenas oito deles não conseguiram assistir à sessão, porém, por estarem detidos, ou na Bélgica. Entre eles está o líder separatista Carles Puigdemont, que quer exercer a Presidência a distância, da Bélgica, onde se encontra no momento.

Em seus lugares vazios, seus companheiros colocaram grandes fitas amarelas, que se tornaram símbolo dos separatistas para reivindicar a libertação dos políticos presos e o fim da perseguição judicial contra seus líderes.

Deveria dizer bom dia ao presidente da Generalitat (o Executivo catalão) e aos membros do governo, mas já viram que não estão aqui, afirmou o separatista Ernest Maragall, discursando na sessão inaugural por ser o deputado mais velho.

É a primeira vez que uma sessão de constituição de uma legislatura é realizada com o banco do governo vazio, acrescentou.

Hoje, os partidos separatistas conseguiram a presidência da Casa. Nos próximos dias, o Legislativo catalão deve eleger o presidente regional, cargo almejado por Puigdemont.

O deputado Roger Torrent, do partido Esquerra Republicana de Cataluya (ERC), obteve 65 votos contra 56 para o candidato antisecessão.

O Executivo separatista presidido por Puigdemont, que organizou o inconstitucional referendo de autodeterminação de 1º de outubro e levou a região a declarar a secessão em 27 de outubro, foi destituído pelo governo espanhol de Mariano Rajoy.

Dois de seus membros estão em prisão preventiva em Madri, enquanto outros cinco - incluindo Puigdemont - vivem na Bélgica, foragidos da Justiça espanhola.

 

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