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22 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Consórcio paga R$ 553 milhões por duas linhas do metrô de São Paulo - Jornal Brasil em Folhas
Consórcio paga R$ 553 milhões por duas linhas do metrô de São Paulo


O consórcio formado pelo grupo CCR e pela RuasInvest venceu hoje (19) o leilão da concessão das linhas 5 - Lilás e 17 - Ouro do metrô de São Paulo. A Via Mobilidade ofereceu R$ 553,8 milhões pela exploração dos serviços por 20 anos. O valor é quase três vezes maior dos R$ 194,3 milhões de lance mínimo, representando um ágio de 185%. O outro grupo que disputava a concorrência, do qual participava o sul-coreano Seul Metrô apresentou uma proposta de R$ 388,5 milhões, praticamente o dobro do lance mínimo.

O contrato prevê R$ 10,8 bilhões de receitas tarifárias e com a exploração dos espaços comerciais e de publicidade. A Linha Lilás deverá ter, quando finalizada, 17 estações, ligando bairros da zona sul paulistana, do Capão Redondo à Chácara Klabin. A estimativa é que 850 mil pessoas usem essa linha. A Linha Ouro é um monotrilho que deverá ligar, com 10 estações, o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, transportando 200 mil pessoas por dia. São esperados ainda R$ 3 bilhões de investimentos e reinvestimentos dos administradores.

A CCR e a RuasInvest também são a maioria acionária do consórcio da Via Quatro, que administra Linha Amarela do metrô, a única que já está concedida à iniciativa privada. A CCR também é concessionária de importantes sistemas rodoviários do estado de São Paulo, como o Anhanguera-Bandeirantes, o Castello Branco e o Rodoanel.

Disputa judicial

Durante o leilão, o Sindicado dos Metroviários fez um protesto em frente a bolsa de valores contra a privatização dos serviços. Na quinta-feira (18), uma paralisação da categoria afetou o funcionamento de cinco linhas de metrô que servem a capital paulista. Segundo o coordenador do sindicato, Wagner Fajardo Pereira, a concessão pode encarecer o preço do transporte.

“A privatização, mais cedo ou mais tarde, vai provocar o encarecimento das tarifas, como é o caso do Rio de Janeiro, que tem a maior tarifa do Brasil [R$ 4,30 o bilhete unitário]. Além disso, você tem queda na qualidade do serviço. Porque o interesse do capital privado não é o serviço, é o lucro”, disse. Os sindicalistas acusaram o governo estadual de atuar para atender os interesses da CCR, apontada como vencedora do leilão antes do resultado.

Na tarde de quinta-feira (18), a 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital de São Paulo concedeu uma liminar suspendendo o leilão. O juiz Adriano Marcos Laroca acatou o pedido feito por vereadores do PSOL por considerar que o valor de outorga da concessão não era proporcional aos investimentos feitos com recursos públicos, cerca de R$ 7 bilhões. A liminar, no entanto, foi revogada por decisão do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças.

O governador Geraldo Alckmin rebateu as críticas de que o processo pudesse ser direcionado. “Isso é absolutamente irresponsável [acusar de direcionamento]. Nós fazemos leilão na bolsa, com absoluta transparência”, enfatizou em entrevista após o anúncio do resultado.

O Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, descartou a possibilidade de que a privatização aumente os preços cobrados pelo transporte. Segundo ele, o consórcio deverá receber cerca de R$ 1,77 por passageiro. O valor da passagem, reajustada no início deste ano, é de R$ 4.

Edição: Fernando Fraga

 

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