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18 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Em sete anos, hospital fluminense faz 2 mil cirurgias bariátricas - Jornal Brasil em Folhas
Em sete anos, hospital fluminense faz 2 mil cirurgias bariátricas


Mesmo com a crise financeira enfrentada pelo estado do Rio de Janeiro que afetaou os investimentos em diversas áreas, como a saúde, o Hospital Estadual Carlos Chagas fechou o ano passado com 2 mil cirurgias bariátricas realizadas em sete anos.

Único da rede estadual a realizar esse tipo de procedimento, o hospital iniciou o programa de cirurgia bariátrica em 2010.

Para se inscrever no programa, o paciente precisar pesar até 380 quilos. A cirurgia é feita por laparoscopia e todos os pacientes são acompanhados por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O acompanhamento pós-cirúrgico é feito mensalmente no primeiro ano, depois de forma esporádica, mas até o quinto ano todos os pacientes recebem acompanhamento. Depois desse prazo, o paciente é avaliado em caso de necessidade.

O chefe da equipe do programa, cirurgião Cid Pitombo, informou que o índice de mortalidade nas cirurgias é inferior a 1% e o de intercorrências fica abaixo de 3%.

“É uma cirurgia extremamente segura, porque a gente prepara muito bem o paciente antes de ser operado. Para ser operado, ele perde peso, regulariza exames, passa por uma equipe de médicos, nutricionistas, psicólogos. Há todo um preparo adequado para que minimize o risco de a cirurgia ter alguma intercorrência”, disse o especialista.

Em média, em seis meses, o paciente perde de 70% a 80% do peso após a cirurgia. “Em um ano, o paciente perde de 90% a 100% do peso que deveria perder”, disse, ressaltando que o paciente precisa seguir as orientações nutricionais e começar a realizar alguma atividade física. “A cirurgia, por si só, é um mecanismo de proteção eterna. Tem que ter acompanhamento para ter uma dieta adequada e realizar exercícios”.

Moradora de Bangu, na zona oeste da cidade, Carla Cristina Jardim da Silva, de 28 anos, foi a paciente de número 2.000. Com 147 quilos, queixando-se de dores e dificuldade de andar, Carla foi encaminhada para o programa. Ela conta que já perdeu 18 quilos desde a cirurgia, feita em dezembro. Do total de pacientes, 80% são mulheres, por procurarem mais os serviços médicos em comparação aos homens.

Para se candidatar à cirurgia bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, o interessado deve procurar uma unidade básica de saúde ou uma clínica da família e pedir para ser inscrito na Central Estadual de Regulação. A central faz o encaminhamento para o programa. As regras da fila são estipuladas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.

O programa estadual atende, em média, por mês, de 160 a 200 pacientes de primeira vez. Atualmente, 4 mil estão em preparação para a cirurgia. Na fila, na Central de Regulação, estão 1.8 mil pessoas.

Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro a setembro do ano passado, foram realizadas 6.687 cirurgias bariátricas em todo o Brasil, ao custo de R$ 42,73 milhões. Em 2016, foram 8.821 procedimentos ao custo de R$56,38 milhões.

Em todo o país, há 80 serviços habilitados para a realização de cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O estado do Rio de Janeiro dispõe de dois serviços federais habilitados: o Hospital Geral de Ipanema e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No acumulado janeiro a setembro de 2017 foram realizadas no estado, nessas duas instituições, 49 cirurgias bariátricas, ante 60 procedimentos no ano anterior.

O SUS, conforme o ministério, oferece cirurgias bariátricas e reparadoras aos brasileiros maiores de 16 anos diagnosticados com obesidade grave. Para ser submetido à cirurgia bariátrica, o paciente precisa “apresentar Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 50 Kg/m²; IMC maior que 40 Kg/m², quando não há sucesso no tratamento clínico ao longo de dois anos; e IMC superior a 35 Kg/m², quando associado a comorbidades (diabetes, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, entre outros) e não há resultado positivo no tratamento clínico”.

Os procedimentos cirúrgicos são os últimos recursos para esses casos, e devem ser adotados somente para pacientes que passaram por avaliação clínica e acompanhamento com equipe multidisciplinar por, pelo menos, dois anos, e enquadram-se nos critérios estabelecidos. A cirurgia bariátrica ou reparadora não poderá ser realizada se os resultados obtidos na preparação não forem positivos.

Às secretarias estaduais e municipais de Saúde cabe organizar o serviço e os pacientes que, por indicação médica, serão submetidos às cirurgias.

Edição: Carolina Pimentel

 

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