Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


10 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Surfistas e ambientalistas defendem no Rio soluções para a Praia da Macumba - Jornal Brasil em Folhas
Surfistas e ambientalistas defendem no Rio soluções para a Praia da Macumba


O desmoronamento, na Praia da Macumba, que atingiu casas e ameaça imóveis de frente ao mar é uma das preocupações de ambientalistas e moradores no Rio. Eles organizam um ato neste sábado (20) para cobrar políticas públicas de gerenciamento ambiental e intervenções que ampliem a faixa de areia da praia localizada na zona oeste.

Além de ser uma opção de lazer, as praias amortecem impactos das ondas e tempestades no mar. Sem a faixa de areia, na última ressaca, em outubro de 2017, o mar avançou sobre o calçadão na Macumba, quiosques, dois metros da pista de asfalto e parte de uma casa.

Com a previsão de ser entregue em fevereiro, a obra contratada pela prefeitura, no fim de 2017, orçada em R$ 14,5 milhões, não resolve o problema de vez, afirma o ambientalista Sérgio Ricardo. “Essa obra caríssima da prefeitura é uma operação enxuga gelo”, disse ele, idealizador do movimento Baía Viva e um dos organizadores do evento na Praia da Macumba. “O mar, assim como destruiu o calçadão, e avança sobre os quiosques, destruirá essa obra”. Em contraponto, Sérgio Ricardo defende projetos de proteção, como recuperação da restinga nativa e instalação de recifes artificiais, além de políticas públicas.

O principal problema no litoral do estado do Rio, acrescenta, que não se restringe à capital, é a falta planejamento e gestão ambiental. “O estado do Rio de Janeiro é um dos poucos que até hoje não fizeram o zoneamento ecológico e o gerenciamento costeiro, instrumentos previstos em lei desde a década de 1980”, lembrou.

As obras emergenciais na Praia da Macumba começaram ano passado. A metodologia escolhida consiste em colocar bolsas preenchidas de concreto no calçadão da praia, com o objetivo de proteger as construções na região e devolver tranquilidade aos banhistas.

O acompanhamento está a cargo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, sob coordenação do professor de engenharia costeira Paulo Rosman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele estuda a região há pelo menos 20 anos e já tinha alertado para o perigo de construções no local. Em 2000, concluiu um estudo apontando riscos de ressaca, sem intervenções ambientais que ampliassem a faixa de areia no local, mas que não foram executadas por nenhuma gestão.

Desta vez, o professor foi convidado pela prefeitura para acompanhar a obra. Ele afirma que a técnica escolhida é emergencial, uma das intervenções necessárias. A orientação dele é que a prefeitura estenda os trabalhos, com base em estudos. “Se não colocar areia na praia, essa obra não dura nem três anos”, alertou. “Essas não são obras para brigar com o mar, são obras de contenção [da encosta]”. A prefeitura, por outro lado, afirma que são definitivas e não confirma etapas subsequentes.

Ato de tarde

Para discutir a questão, moradores, surfistas, ambientalistas e oceanógrafos se reúnem hoje na altura do Point do Rico, no Recreio dos Bandeirantes. O próprio surfista, Rico de Souza, é um dos defensores da recuperação da Praia da Macumba. Ele participa das atividades, nesta tarde, com o plantio de mudas e espécies nativas da restinga da Mata Atlântica.

Durante o evento, o movimento Baía Viva vai lançar ainda a Agenda para a Saúde Ambiental das Baías de Guanabara, da Ilha Grande e de Sepetiba – nesta última, onde morreram 170 botos-cinza, vítimas de um vírus, no início de janeiro. Também estão programadas para a Praia da Macumba atividades culturais, como roda de capoeira, oficina de educação ambiental para crianças e atrações musicais.

O ambientalista Sérgio Ricardo cobra ainda uma agenda de políticas públicas para as baías fluminense, com prioridade para o saneamento. “A saúde das baías urbanas é extremamente crítica: a intensa poluição das águas por esgoto e lixo, associados à contaminação por poluentes industriais, presentes na água e nos sedimentos de fundo, não deixam dúvida de que há sério desequilíbrio ambiental que vem, gradativamente, impactando a pesca e ameaçando a biodiversidade e pode gerar um colapso no turismo.”

O governo do Rio de Janeiro não esclareceu sobre a elaboração gerenciamento costeiro, que engloba ações em todo o estado. Sobre o zoneamento ecológico e econômico, que dispõe sobre todo o tipo de empreendimentos no litoral, a Secretaria de Estado do Ambiente disse que a previsão é que até março a minuta do decreto seja apresentada à sociedade.

 

Últimas Notícias

Petrobras demite funcionários com prisão decretada na Lava Jato
Porto de Santos movimenta 110 milhões de toneladas de carga em 2018
Alimentos da cesta básica estão mais caros em 16 capitais brasileiras
Vendas internas de veículos novos têm melhor resultado desde 2015
BNDES lança programa para atender startups
Mercosul e UE retomam negociação com expectativa de acordo até março
Poupança tem menor captação para meses de novembro em três anos
Toma posse diretoria da nova Agência Reguladora de Mineração

MAIS NOTICIAS

 

Moro reafirma “confiança pessoal” em Onyx
 
 
Após discussão, votação do Escola sem Partido em comissão é suspensa
 
 
Senado aprova projeto que congela distribuição de recursos do FPM
 
 
Crediário e cartão são os maiores responsáveis pela inadimplência
 
 
Balança comercial tem segundo melhor superávit para meses de novembro
 
 
Enel anuncia R$ 3,1 bi em distribuição de energia em São Paulo

 


 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212