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22 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Especialista da ONU diz que hanseníase é doença esquecida - Jornal Brasil em Folhas
Especialista da ONU diz que hanseníase é doença esquecida


A relatora especial das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra Pessoas com Lepra, Alice Cruz, denunciou nesta quinta-feira que a hanseníase é uma doença esquecida apesar de, segundo as estatísticas, surgirem mais de 200 mil casos por ano.

Cruz pediu que sejam erradicados os estigmas sociais que rodeiam as pessoas com essa doença, pois ainda hoje sofrem discriminação e, em muitos casos, não têm acesso aos medicamentos.

Em um comunicado, a especialista destacou que o maior número de casos são registrados na Índia, no Brasil e na Indonésia.

Bangladesh, República Democrática do Congo, Etiópia, Madagascar, Moçambique, Mianmar, Nepal, Nigéria e Filipinas são alguns dos 22 países identificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) onde a ação médica é prioritária.

Em 2016, surgiram 214.783 casos de hanseníase ou lepra, como a doença é conhecida popularmente, dos quais 12.437 sofreram sérias incapacidades. Esse nível de incapacidade é alarmante e completamente desnecessário, disse Cruz, para lembrar o Dia Mundial da Lepra, em 28 de janeiro.

Ninguém com esta patologia deveria chegar à incapacidade, defendeu a relatora, que explicou que a doença pode ser curada por meio de tratamento com vários medicamentos se for detectada e se tratada suficientemente cedo, pois, em caso contrário, pode causar reações imunológicas severas como incapacidade ou dor crônica.

O fato de que isso ainda ocorra em 2018 mostra que há deficiências no diagnóstico e na falta de acesso a um tratamento de alta qualidade, acrescentou.

Além disso, Cruz apontou que a discriminação perpetua de forma desnecessária o sofrimento dessas pessoas e que é fundamental abordar as causas desde a raiz.

A discriminação está vinculada a velhos estigmas que conduzem à segregação e às violações dos direitos humanos das pessoas afetadas. Esse conceito errôneo deve ser abordado com informação e educação, manifestou Cruz.

A especialista advertiu que esse estigma é só a ponta do iceberg e denunciou que essas pessoas continuam tendo seus diretos humanos mais básicos negados.

Edição: Talita Cavalcante

 

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