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26 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Cientistas criam exame de sangue que identifica proteínas tóxicas ligadas ao Alzheimer - Jornal Brasil em Folhas
Cientistas criam exame de sangue que identifica proteínas tóxicas ligadas ao Alzheimer


Cientistas no Japão e na Austrália desenvolveram um exame de sangue que pode detectar proteínas tóxicas ligadas ao Alzheimer.

O trabalho, cujo resultado foi publicado na revista científica Nature, é um passo importante para a descoberta de um exame mais simples para identificar a doença - especialmente quando ela está em estágio inicial.

O teste teve 90% de precisão quando aplicado em pessoas saudáveis, com perda de memória e em pacientes com Alzheimer.

Os especialistas disseram que ainda é preciso aperfeiçoar o método, mas ressaltaram que os resultados são bastante promissores.
Escaneamento do cérebro

A doença de Alzheimer começa anos antes de os pacientes terem qualquer sintoma de perda de memória.

A chave para a cura, para especialistas, será descobri-la antes que haja perda definitiva das células cerebrais - por isso há tantas pesquisas em curso sobre o Alzheimer.

Uma das abordagens tem se concentrado nos níveis de proteínas tóxicas, chamadas beta-amiloides, que são acumuladas em placas no cérebro durante a doença.

Elas podem ser detectadas por meio de ressonância magnética cerebral, mas este é um exame caro e pouco prático.
Precisão

A nova pesquisa, uma colaboração entre universidades do Japão e da Austrália, procuram fragmentos de beta-amiloides que acabam na corrente sanguínea. Avaliando os índices de tipos de fragmentos da proteína, os pesquisadores puderam prever precisamente os níveis de beta-amiloides no cérebro.

O estudo mostrou que é possível avaliar o sangue para ver o que está acontecendo no cérebro.

O dr. Abdul Hye, pesquisador da universidade Kings College, de Londres, diz que a pesquisa tem implicações importantes. É a primeira vez que um grupo mostrou uma forte associação entre o plasma amiloide do sangue com o líquido cerebral e cefalorraquidiano.

Estágio inicial

O teste é bem mais barato do que uma ressonância magnética cerebral e, segundo os pesquisadores, pode proporcionar uma triagem mais ampla e eficiente da população.

Até o momento não há tratamento para mudar o curso do Alzheimer, então o novo exame teria uso limitado no tratamento de pacientes. Ele seria útil, contudo, em estudos clínicos.

A professora Tara Spires-Jones, do Centro de Descobertas de Ciências do Cérebro, da Universidade de Edimburgo, diz que os dados são promissores. E podem ser usados no futuro, em particular para escolher quais pessoas se encaixam nos testes clínicos e para medir se os níveis de amiloide mudam nos tratamentos que serão testados.

 

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