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 Goiás contra o Aedes reduz 46% dos focos do mosquito - Jornal Brasil em Folhas
Goiás contra o Aedes reduz 46% dos focos do mosquito


De janeiro para fevereiro, Goiás reduziu em 46,62% o número de imóveis com focos de Aedes aegypti. O porcentual de residências, estabelecimentos comerciais e lotes baldios com criadouros do mosquito caiu de 3,99% para 2,13%. O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, atribui esses números à força-tarefa Goiás contra o Aedes, que começou a ser desenvolvida pelo Governo do Estado em dezembro de 2015 e foi expandida a todo território goiano em janeiro deste ano.

“Nesses dois primeiros meses de trabalho, a ação concatenada do governo federal, estadual e dos municípios está sendo muito positiva. Nós conseguimos baixar pela metade o número de criadouros no Estado e queremos avançar ainda mais nos próximos meses. Há também uma conscientização maior da população que tem ajudado muito. Isso nos deixa confiantes que conseguiremos nosso objetivo de erradicar o Aedes aegypti em Goiás”, disse.

Leonardo Vilela destacou a importância dos moradores de todos os municípios continuarem apoiando a força-tarefa contra o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya e desenvolvendo atividades de rotina para que seus imóveis sejam mantidos sem focos. O secretário destacou que a ação continua até junho e que nos próximos meses deverá ser dada atenção especial aos municípios onde ainda não foram vistoriados 100% dos domicílios, aos imóveis fechados e aos logradouros públicos. “É importante que eliminemos os criadouros em todos esses lugares. Neste sentido, tem sido importante a ação das patrulhas que tem ajudado na limpeza e remoção de entulhos.”

Casos de dengue

Neste ano, entre os dias 3 de janeiro e 20 de fevereiro (semana epidemiológica 7), a Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) notificou 32.647 casos de dengue em todo o Estado. Apesar dos resultados positivos relacionados à força-tarefa no território goiano, houve um avanço de casos em relação ao ano passado. Em 2015, até a semana epidemiológica 7, foram notificados 29.739 casos da doença. O secretário destaca que sem a força-tarefa esse acréscimo poderia ter sido ainda maior. “Imagina se não tivéssemos feito este trabalho. Possivelmente poderia ter tido um número de casos muito superior.

Enquanto no Brasil houve um aumento de 40% dos casos em relação a 2015, em Goiás esse aumento foi de 20%.” Leonardo Vilela ressaltou que a força-tarefa Goiás contra o Aedes é um trabalho recente, que certamente terá ainda mais resultados nos próximos meses. “Nós começamos há pouco tempo. O ciclo de vida do mosquito é de 40 a 50 dias. Se nos meses de janeiro e fevereiro eliminamos 56 mil criadouros, isso significa que deixaram de nascer 56 milhões de mosquitos. A redução dos criadouros reforça que nós estamos no caminho certo.” O secretário explicou ainda que o crescimento das notificações de dengue nas sete primeiras semanas deste ano pode ser explicado por diversos fatores, como a sobreposição de notificações e a circulação simultânea dos quatro tipos de vírus da doença. “Suspeitamos que muitos casos de zika estejam sendo comunicados como casos de dengue.

Além disso, temos os quatro vírus circulando no Estado, o que é uma situação inédita e preocupante.” Em 2015 circularam em Goiás os sorotipos 1, 2, 3 e 4 da dengue. Destes, o que teve maior predominância foi o sorotipo 1. O vírus 2 foi isolado em Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal, em Goiânia e Trindade. Já o sorotipo 3, que teve grande circulação em 2007 e 2008, foi isolado no fim do ano passado, em Santo Antônio do Descoberto. Leonardo Vilela explicou que além de deixar a população mais suscetível à doença – já que grande parte das pessoas não está imune ao vírus do tipo 3 – a circulação simultânea de sorotipos favorece a ocorrência de casos graves de dengue. “O vírus tipo 3 está relacionado a um maior número de complicações neurológicas e isso nos preocupa.”

Santo Antônio do Descoberto

O vírus tipo 3 da dengue voltou a circular em Goiás, com 2 casos confirmados em 2015, em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Além de dor de cabeça, febre e manchas vermelhas no corpo, essa tipologia pode provocar complicações neurológicas, como desorientação, agitação, irritabilidade e, nos casos mais graves, paralisia facial e nos membros inferiores. De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Maria Cecília Martins Brito, o vírus tipo 3 começou a circular em Goiás em 2001 e 2002 e representou a maioria dos casos identificados nos anos de 2007 e de 2008. Em 2011, foi registrado apenas um caso, e agora, em 2015, foram registrados dois novos casos.

A circulação do vírus 3 da dengue tem duas implicações: pelo pouco tempo em que esse vírus circulou no Estado, as pessoas são susceptíveis a essa tipologia, portanto pode haver uma epidemia mesmo com índices de infestação mais baixos. Além disso, na época em que o vírus 3 circulou em vários estados, observou-se um aumento de complicações neurológicas por dengue. “Já vivemos uma situação de risco aumentado para Síndrome de Guillan-Barré e se predominar o vírus 3 a situação poderá se complicar. Faremos um alerta e vamos intensificar junto aos municípios, com apoio do Lacen-GO, a coleta viral para monitorarmos a situação”, esclarece Maria Cecília.

A capacidade de exames por isolamento viral do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás deve ser ampliada de 400 para 800 por mês a partir de março. Este tipo de exame permite a identificação do sorotipo da dengue. Dos mais de 189 mil casos notificados, em 2015, a maioria foi de dengue tipo 1. Ao todo, foram feitos exames de isolamento viral – o mais preciso para indicar o tipo de dengue – em 927 amostras de sangue de doentes. Das amostras analisadas, 777 tiveram diagnóstico de dengue tipo 1; 145 de dengue tipo 4, duas de dengue tipo 2 e outras duas do tipo 3.

 

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