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19 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Governador do Ceará diz que cobrará Temer por ações de segurança - Jornal Brasil em Folhas
Governador do Ceará diz que cobrará Temer por ações de segurança


O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse que seu Estado não fabrica nem armas pesadas nem drogas e que cobrará ações do presidente Michel Temer para conter a onda de violência local. Santana falou após uma reunião com autoridades dos três poderes estaduais marcada para discutir a chacina que matou 14 pessoas em Fortaleza na madrugada de sábado, 27.

Estou pedindo uma audiência com o presidente da República para exatamente cobrar ações mais efetivas do governo federal em relação ao combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas, à proteção das fronteiras do nosso País por conta dessa questão do alto índice de criminalidade do Brasil, afirmou.

Na coletiva, o governador disse que a polícia cearense teria identificado cinco pessoas relacionadas à chacina, sendo três mandantes, e que as prisões sairiam nas próximas horas. Ele afirmou ainda que uma pessoa, portando um fuzil e que teria relação com o massacre, já estaria presa.

Estamos pagando um preço muito caro hoje por falta de uma política nacional. Essas facções nasceram no Rio e em São Paulo e se espalharam pelo Brasil inteiro. Isso é uma briga de território, afirmou.

O governador afirmou ainda que a Polícia Federal - órgão sob o qual não possui controle - criaria um grupo especializado para combater o crime organizado. Outra ação importante, tomada aqui, é a criação de um grupo especializado da Polícia Federal no combate ao crime organizado no Estado do Ceará. A criação desse grupo já vinha sendo discutida há algum tempo, disse. Nenhum representante da PF falou com os jornalistas.

Santana foi cobrado pelos repórteres a repassar dados sobre novas mortes que teriam ocorrido na região metropolitana de Fortaleza após as mortes da chacina. Funcionários das empresas funerárias que atendem a cidade vêm dizendo que já houve ao menos 10 mortes, e que 7 delas teriam ocorrido em dois ataques.

O governador se recusou a fornecer tais dados e se irritou ao ser cobrado. Ele disse que o controle (da situação) é e sempre será do Estado, mas ao ser questionado sobre os números objetos, não os passou. Não tenho a informação. Então, foi questionado sobre o suposto controle que teria. Se não tivesse controle, você não estaria aqui, meu caro. Se não tivesse controle, você não estaria nem andando nas ruas de Fortaleza, disse, encerrando a coletiva.

 

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