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19 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Operação Lava Jato abre as portas para empresa do exterior - Jornal Brasil em Folhas
Operação Lava Jato abre as portas para empresa do exterior


RIO DE JANEIRO. O setor de petróleo e gás no Brasil vem ganhando novos personagens. Companhias de países como Estados Unidos, Holanda, Suíça, Dinamarca, França e China estão se instalando no país e, principalmente, se associando a empresas nacionais de olho na retomada da atividade da indústria petrolífera. Esse movimento começou a ganhar força em 2017 e promete crescer nos próximos anos, segundo especialistas.

Até a Petrobras já percebeu essa tendência. Segundo a estatal, como reflexo da operação Lava Jato, pelo menos 37 novas empresas do exterior já se habilitaram como fornecedores, das quais 11 ainda estão em processo de qualificação.

O interesse é pela área de serviços, responsável pela construção e montagem de equipamentos. O apetite visa ocupar o espaço que antes era liderado por nomes como Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Engevix – algumas das 18 companhias que estão proibidas de firmar novos contratos com a Petrobras, por envolvimento em irregularidades reveladas pela Lava Jato.

Com as grandes fora do jogo, a própria Petrobras começou a correr atrás de novos fornecedores. O resultado foi um aumento de 15% na base de empresas cadastradas no fim de 2017, para um total de 7.300. Desse total, 900 são estrangeiras. Conforme a estatal, houve avanço também no número de pequenas empresas cadastradas, que subiu de 1.300 para 1.500 entre 2016 e 2017.

Segundo Eberaldo de Almeida Neto, gerente-executivo de suprimento de bens e serviços da Petrobras, a companhia passou a buscar uma maior interação com o mercado, o que, pelos seus cálculos, aumentou a competitividade em 10% ao ano, reduzindo os custos.

A maior demanda dos estrangeiros também é sentida no Parque Industrial Bellavista, em Macaé (RJ). Segundo Leonardo Dias, diretor do espaço, há hoje negociação com cinco companhias do exterior, sendo três europeias, uma asiática e uma americana. “O ano de 2018 começou de forma positiva. Temos recebido sondagens de algumas empresas, inclusive que ainda não têm atuação no setor de petróleo no Brasil”, afirmou Dias.

Simplificação

Mudanças. Para atrair fornecedores, a Petrobras vem reduzindo a quantidade de normas e alterando especificações técnicas em suas licitações, para se adequar ao padrão da indústria.

 

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