Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


25 de Mar de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Merkel disposta a doloroso compromisso para formar governo - Jornal Brasil em Folhas
Merkel disposta a doloroso compromisso para formar governo


A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta terça-feira (6) que está disposta a um doloroso compromisso para formar um governo de coalizão com os social-democratas, no último dia de negociações.

Nesta terça-feira à noite, as discussões entre os dois grupos continuavam. Entretanto, a União Democrata-Cristã (CDU) convocou uma reunião de seus dirigentes para quarta-feira ao meio-dia a fim de abordar as conclusões destas negociações.

Pela manhã, em sua chegada ao local da reunião, a chanceler conservadora disse que desacordos sobre temas essenciais se mantêm e cada um terá que aceitar um doloroso compromisso.

Estou disposta sim. Ao final, podemos garantir que as vantagens sejam superiores aos inconvenientes, acrescentou, destacando que o interesse superior do país está em jogo.

Depois de semanas de dúvidas e de múltiplos adiamentos nos últimos dias, os democrata-cristãos de Merkel (CDU/CSU) e os social-democratas do SPD devem se resolver: esta terça-feira (6) foi fixada como o último dia do prazo. As conversas poderiam durar até tarde.

- O dia da verdade -

Acho que hoje vão decidir se as duas partes podem entrar em acordo, declarou o presidente do SPD, Martin Schulz. Segundo Julia Klöckner, próxima à chanceler, as negociações poderiam durar até tarde da noite.

As eleições legislativas de setembro, marcadas pela queda dos partidos tradicionais e pelo avanço da extrema direita, não permitiram estabelecer uma maioria clara na Câmara de Deputados.

Em princípio, Merkel tentou alcançar um acordo de governo com os liberais e ecologistas, mas fracassou.

Para se manter à frente do país por um quarto mandato e evitar eleições antecipadas, optou por buscar um acordo com os social-democratas e repetir a coalizão do governo em fim de mandato.

Após as conversas de segunda-feira, os negociadores entraram em acordo sobre o tema europeu, relançado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, em setembro.

Para Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu, isso significa o fim da ortodoxia fiscal na União Europeia.

Mas outros dois importantes temas para o SPD continuam sendo um problema: a reforma do sistema de seguro de saúde estatal e a regulamentação dos contratos de trabalho temporários.

Os social-democratas pedem a redução das desigualdades entre fundos públicos e privados, e um menor recurso aos contratos temporários. Sobre os dois pontos os conservadores se mantêm firmes.

Os dois grupos tampouco estão de acordo sobre o nível de gastos para Defesa. Os Estados Unidos pressionam os membros da Otan para que aumentem o orçamento destinado a essa pasta.

- Social-democratas divididos -

Embora as cúpulas dos partidos cheguem a um acordo, deverão aguardar o voto postal dos 440 mil afiliados ao SPD, o que durará várias semanas entre fevereiro e março.

Mas o SPD, que obteve resultados ruins nas legislativas (20,5%) e continua caindo nas pesquisas, está muito dividido. Muitos de seus membros dizem que Schulz não cumpriu com suas promessas de orientar o SPD para a esquerda e de não negociar com Merkel.

Vários social-democratas consideram um acordo com a chanceler uma sentença de morte. Os dois últimos governos de coalizão entre os conservadores e os social-democratas (2005-2009 e 2013-2017) terminaram em derrotas eleitorais para o SPD.

Se as negociações fracassarem, Merkel deverá decidir entre iniciar seu quarto mandato como chanceler à frente de um instável governo minoritário, ou aceitar a convocação de novas eleições, dois cenários inéditos na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

No caso de Merkel conseguir formar o governo com os social-democratas, seu quarto mandato se apresenta complicado. Alguns meios de comunicação ironizam sobre a coalizão dos perdedores.

Segundo a última pesquisa do instituto Insa, publicada na segunda-feira, o SPD obteria apenas 17% dos votos e os conservadores cairiam, ficando com 30,5%. Juntos já não representariam a maioria dos alemães.

 

Últimas Notícias

Jovens têm menos chance de contratação e mais de serem demitidos
Bolsa cai e dólar fecha em R$ 3,80
Araújo: dispensa de status especial na OMC nos coloca como país grande
Países sul-americanos devem sair de uma só vez da Unasul, diz ministro
Chanceler descarta emprego das Forças Armadas na Venezuela
Moçambique, Zimbábue e Malauí tentam identificar vítimas de ciclone
Nova Zelândia quer proibir, em abril, venda de armas do tipo militar
Conselho Europeu aceita prorrogar saída do Reino Unido para maio

MAIS NOTICIAS

 

Copom inicia reunião nesta terça para definir taxa básica de juros
 
 
Mercado reduz projeção de crescimento da economia de 2,28% para 2,01%
 
 
Atividade econômica tem queda de 0,41% em janeiro, diz BC
 
 
Governo lança edital de estudos para concessão de 22 aeroportos
 
 
Governo do Rio anuncia rompimento da concessão do Maracanã
 
 
Conflitos e segurança poderão contar pontos na avaliação de escolas

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212