Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


16 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Mineradora Samarco demite 600 funcionários em PDV - Jornal Brasil em Folhas
Mineradora Samarco demite 600 funcionários em PDV


Após oferecer, no final do ano passado, um segundo plano de demissão voluntária (PDV) a seus funcionários, a mineradora Samarco desligou aproximadamente 600 empregados e manteve 1.135, divididos entre as unidades de Mariana, em Minas Gerais, e Anchieta, no Espírito Santo.

Segundo a empresa, cerca de 50% da meta foram alcançados com o programa, entretanto, foi necessário colocar em prática novo plano, desta vez de demissão involuntária, até alcançar o objetivo inicial da mineradora. Os empregados demitidos involuntariamente também receberam algumas vantagens, embora inferiores às que foram oferecidas no PDV.

De acordo com a Samarco, as medidas foram necessárias devido às dificuldades econômicas, já que a mineradora está há mais de dois anos sem produzir. As atividades foram suspensas após o rompimento de uma das barragens localizadas no município mineiro de Mariana, em novembro de 2015, quando foram liberados no ambiente mais de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O acidente destruiu comunidades, devastou a vegetação nativa e poluiu a Bacia do Rio Doce, sendo considerado a maior tragédia ambiental do país.

O PDV é um instrumento para enxugar o quadro de funcionários. Por meio do programa, são oferecidas vantagens para aqueles que aceitam se desligar da empresa. No caso da Samarco, os demitidos terão indenização de 50% do salário para cada ano de trabalho na empresa, no limite de quatro salários. Além disso, eles manterão por seis meses o plano de saúde pago pela mineradora e receberão um valor fixo equivalente a três salários, limitado a R$ 7,5 mil.

Este foi o segundo PDV realizado pela empresa. O primeiro deles, com regras similares, ocorreu em julho de 2016, quando 925 empregados aderiram e outros 153 foram demitidos por iniciativa da mineradora.

Os PDVs não foram as únicas medidas adotadas pela empresa, em decorrência da paralisação das atividades. Desde a tragédia, já foram concedidas duas licenças remuneradas, um período de férias coletivas e três períodos de lay-off (suspensão do contrato de trabalho). O último período de lay-off ainda está em vigor e se encerra em 31 de março de 2018. Estão afastados 260 empregados que recebem uma bolsa paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Além disso, conforme ficou acordado, a Samarco garante ajuda de custo complementar até atingir o valor do salário líquido de cada um.

Retorno sem prazo

O novo PDV ocorreu em um cenário de incertezas sobre a retomada das operações da Samarco. No fim de 2016, a mineradora informou que poderia retomar suas atividades no segundo semestre do ano passado, após obter as licenças ambientais necessárias. No entanto, a empresa parou de apresentar previsões depois de não ter obtido os documentos necessários junto à prefeitura de Santa Bárbara (MG), cidade onde ocorria a captação de água.

Apesar de não haver um prognóstico exato para o retorno, a Samarco divulgou, em dezembro, que, sem a anuência da prefeitura de Santa Bárbara, o plano de retomar a produção com 60% de sua capacidade foi deixado de lado. A empresa vai aguardar o trâmite de uma ação judicial envolvendo o impasse com o município. Até lá, o projeto de retomada irá considerar o uso exclusivo de fontes internas de água já outorgadas.

A mineradora informou que pretende agora retomar as atividades com 26% da capacidade operacional. A proposta, já protocolada na Secretaria de de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), busca regularizar as licenças ambientais do Complexo de Germano, em Mariana e Ouro Preto (MG), e da estação de bombas em Matipó (MG).

Como anunciado anteriormente, os rejeitos serão dispostos na cava de Alegria Sul, em Ouro Preto. Para tanto, a empresa busca licença específica para poder usar a estrutura e, uma vez obtida, precisará de aproximadamente seis meses para fazer a preparação da área. A Samarco informou ainda que a proposta incorpora novas soluções no tratamento dos sedimentos, com aumento da segurança e da recirculação de água no processo produtivo.

Em nota, a mineradora disse que pretende ampliar a vida últil da cava de Alegria Sul, de 20 meses para cinco anos, sem alteração do projeto proposto. A Samarco planeja implantar a filtragem de rejeito arenoso, que corresponde a 80% do total de rejeitos gerados após o beneficiamento do minério de ferro, permitindo o empilhamento do material. Ao mesmo tempo, o adensamento de lama, que também retira água do rejeito, reduzirá o volume que será destinado à cava de Alegria Sul. Ambos os processos permitirão a recirculação da água na produção, informou, em comunicado.

 

Últimas Notícias

Presidente Díaz-Canel defende trabalho de médicos cubanos no Brasil
Ministério vai lançar edital para repor vagas de médicos cubanos
CFM afirma que há médicos suficientes para atender Brasil
Associação lança projeto para conscientizar população sobre diabetes 2
Transposição do S. Francisco está na pauta de prioridades da transição
Temer inaugura primeira etapa do acelerador de elétrons Sirius
Temer diz que decidirá “lá na frente” reajuste de ministros do STF
Só um governador do Nordeste participa de encontro em Brasília

MAIS NOTICIAS

 

Volume de vendas do varejo cai 1,3% em setembro
 
 
Gilmar Mendes suspende decisão que obriga bancos a ressarcir clientes
 
 
Prefeitos e secretários pedem para manter cubanos no Mais Médicos
 
 
Em depoimento, Lula nega que é dono de sítio em Atibaia
 
 
Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 milhões no próximo sorteio
 
 
Enem: estudantes fazem hoje prova de matemática e ciências da natureza

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212