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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Governo sírio intensifica bombardeios contra enclave rebelde - Jornal Brasil em Folhas
Governo sírio intensifica bombardeios contra enclave rebelde


O governo sírio bombardeou novamente nesta quarta-feira (7) o enclave rebelde da Guta Oriental, perto de Damasco, matando ao menos 34 civis, em um novo dia de ataques intensos.

Socorristas e hospitais estavam realizando muitos atendimentos devido ao fluxo de vítimas nas diferentes localidades deste vasto enclave sitiado, onde mais de 145 civis morreram em bombardeios aéreos nos últimos três dias.

De uma intensidade pouco habitual, esses bombardeios aéreos acontecem no momento em que surgem novas suspeitas sobre o uso de armas químicas, e em particular do cloro, por parte do governo de Bashar al-Assad.

Muitos locais foram atingidos nesta quarta, especialmente Hammouriye e Beit Sawa, e 34 civis, entre eles 12 crianças, morreram, indicou o OSDH, que dispõe de uma ampla rede de fontes no país.

Uma dessas crianças era a filha mais nova de Abu Raad, um homem da Guta Oriental que estava abalado.

Os serviços de resgate estão procurando minha segunda filha, mas não a encontram. O que eu faço?, lamentava.

Em Hammouriye, um jovem observava os corpos de cinco crianças, entre elas de seu irmão mais novo, que morreu em um ataque aéreo.

Os vi pegando água e minutos depois o avião atacou. Voltei e encontrei os cinco mortos, relatou.

Somente na terça-feira, os bombardeios contra esta região deixaram 80 civis mortos - entre eles 19 crianças e 20 mulheres - e quase 200 feridos, afirmou o OSDH.

- Linha vermelha? -

Em uma aparente represália, um ataque com míssil rebelde contra um bairro da periferia de Damasco matou uma criança e feriu duas pessoas, informou a agência estatal Sana, que disse que o fogo procedia da Guta Oriental, citando fontes policiais.

Com cerca de 400.000 habitantes sitiados pelas forças do governo desde 2013, a Guta Oriental é uma das quatro zonas de distensão estabelecidas no ano passado na Síria.

Ms o cessar-fogo é letra morta. Na segunda-feira, os ataques aéreos e os disparos de artilharia já haviam matado 31 civis.

A guerra que arrasa a Síria desde 2011 se complicou progressivamente em um terreno cada vez mais fragmentado e deixou mais de 340.000 mortos.

E agora ressurge a suspeita do uso de armas químicas.

Nseta quarta, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) afirmou que está investigando as informações sobre esse tipo de ataque na Síria por parte de Damasco.

As alegações recentes referentes ao uso de armas químicas na Síria continuam sendo uma fonte de grave preocupação, e a Opaq estuda todas as alegações críveis, informou em comunicado a organização internacional, com sede em Haia.

- Conselho de Segurança se reúne -

O Conselho de Segurança da ONU realizará na quinta-feira uma reunião a portas fechadas para debater um pedido de funcionários da organização para acordar um cessar-fogo humanitário de um mês na Síria, informaram fontes diplomáticas.

Suécia e Kuwait pediram a reunião do máximo organismo da ONU nesta quarta-feira.

O coordenador humanitário da ONU para a Síria, Panos Moumtzis, pediu uma trégua de um mês para permitir que a ajuda humanitária chegue aos civis da Guta Oriental.

Estamos particularmente preocupados com os ataques contra civis e alvos civis, como hospitais. Esses ataques agravam ainda mais o sofrimento civil e comportam um grande número de deslocamentos, assegurou o embaixador da Suécia na ONU, Olof Skoog.

Um cessar-fogo humanitário permitiria entregar assistência para salvar vidas e retirar centenas de pacientes em estado crítico que precisam de tratamento urgentemente na Guta Oriental, explicou Skoog.

Mais de 13,1 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, incluindo os 6,1 milhões de deslocados no interior do país.

Nas últimas semanas ocorreram dois supostos ataques químicos do governo, um em Saraqeb, localidade da província de Idlib (noroeste), onde o OSDH informou sobre 11 casos de sufocamento, e outro na Guta Oriental.

- Campanha de propaganda -

Há provas evidentes para confirmar o recurso ao cloro, disse na segunda-feira a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

O Departamento de Estado americano afirmou ter registrado seis ataques suspeitos na Síria nos últimos 30 dias.

Na terça-feira, a ONU anunciou ter aberto uma investigação sobre o uso de armas químicas e pediu um cessar-fogo de um mês no conjunto do território sírio.

Aliada do governo de Bashar al-Assad, a Rússia denunciou uma campanha de propaganda destinada a acusar o governo sírio de ataques cujos responsáveis não foram identificados.

Damasco negou categoricamente o uso de armas químicas.

 

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