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 Bloco Loucura Suburbana resgata carnaval do subúrbio carioca - Jornal Brasil em Folhas
Bloco Loucura Suburbana resgata carnaval do subúrbio carioca


O bloco Loucura Suburbana saiu hoje (8) no bairro do Engenho de Dentro, zona norte do Rio de Janeiro, resgatando o carnaval de rua e reunindo funcionários, pacientes e familiares do Instituto Municipal Nise da Silveira, além de moradores do local e adjacências.

A psicóloga Fabiane Dias, do Centro de Convivência e Cultura da instituição, disse à Agência Brasil que a iniciativa “ajuda os pacientes e também o território do entorno a ter outro olhar para a loucura, que deixa de ser um estigma. Isso é muito bom. A gente vê usuários, familiares, comunidade, todo mundo integrado”. Fabiane desfilou vestida de galinha, em alusão ao caminhão que passa pelas ruas do bairro vendendo 30 dúzias de ovos por R$ 10.

Para a psicóloga Ariadne Mendes, coordenadora do bloco, criado em 2011, o desfile do Loucura Suburbana é uma celebração do trabalho não só do Instituto Nise da Silveira, mas de toda a rede de saúde mental do estado. “É um encontro de pessoas que se conhecem e que não se conhecem. É um encontro da alegria e de orgulho de estarmos fazendo um carnaval do subúrbio carioca”.

Ariadne sublinhou que o bloco promove a inclusão pelo carnaval. “O carnaval já é um momento em que todo mundo se inclui. Não tem exclusão no carnaval, porque qualquer um pode sair de qualquer maneira, e isso tem a ver com o nosso espírito”. O tema do samba deste ano “Não ter vergonha de ser o que se é” foi sugerido pela porta-bandeira do bloco, Elizama Arnaud, que escolheu sair de drag queen no desfile, para representar a liberdade de ser mulher, “mesmo não sendo, ou sendo, que é o caso dela”, destacou Ariadne.

Participação voluntária

A passista do bloco é Elizângela da Silva, que teve alta do Instituto Nise da Silveira e desde 2011 mora em uma residência terapêutica com outros pacientes psiquiátricos na Penha, também na zona norte, sob a supervisão do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Fernando Diniz.

Outro ex-paciente do instituto é André Cabral, que foi se tratar ali em 1998 e, depois, mesmo saindo para tratamento em outras unidades de saúde mental do Rio, não deixou de frequentar as atividades sociais e culturais do Nise da Silveira. Foi ficando cada vez mais ligado às atividades ao ponto de se tornar produtor cultural da editora EncantArte e compor três sambas vencedores do bloco.

Cabral trabalha como voluntário no instituto, “mas sem deixar de fazer uma terapiazinha nesse voluntariado. Minha ligação é muito estreita com o hospital”, disse à Agência Brasil. Este ano, ele venceu o concurso de samba enredo do bloco Tá Pirando, Pirado, Pirou!, que desfilou pela Urca, zona sul da cidade, no último dia 4.

Edição: Augusto Queiroz

 

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