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 Goiás é destaque e modelo nacional na gestão das contas públicas - Jornal Brasil em Folhas
Goiás é destaque e modelo nacional na gestão das contas públicas


0801jr05Um dos teóricos mais respeitados do País, o economista Raul Velloso afirmou nesta quinta-feira, 08, que, apesar da grave crise econômica nacional, com impacto gravíssimo sobre as finanças dos Estados, Goiás é destaque e modelo nacional na gestão das contas públicas. “O governador Marconi Perillo, em que pese todas as dificuldades que enfrenta e herdou, é uma exceção gritante da boa condução da política fiscal”, disse Velloso. “Todo esse esforço, nós podemos ver, tem o objetivo de garantir o investimento”, afirmou.

O economista disse que Marconi avançou na área fiscal mesmo diante de adversidades, como a crescente despesa com aposentados e pensionistas, destacando que, ainda assim, ela se mantém abaixo da média nacional. “O governador Marconi Perillo enfrenta uma despesa crescente com os aposentados do Estado, que não foi criada por ele, e faz uma ginástica danada para investir em infraestrutura”, diz Velloso.

Para o economista, o problema maior do déficit previdenciário diz respeito aos órgãos da administração direta que se exigem da responsabilidade de pagar os aposentados e passam a bola para o Tesouro Estadual. “Então o governador enfrenta uma despesa crescente, que é a dos aposentados, que não foi criada por ele e que vem sendo criada há muitos anos, e, que por último tem crescido muito”.

O economista diz perceber, na figura do governador Marconi Perillo, “um esforço deliberado de investir mais, diante da adversidade”. Raul Velloso afirma que Marconi fez uma gestão de “vencer obstáculo e matar um leão todo dia” para conseguir apresentar um programa de investimentos que tenha alguma expressividade. “Ele mata um leão todo dia para conseguir mostrar para a sociedade que ele tem resultados de investimentos, conseguindo melhorar posições aqui e ali”.

Para ele, Marconi é um “caso gritante” de quem se esforça para apresentar resultados. “Poderia estar melhor, poderia, mas se não tivesse uma herança de aposentados meio complicada”. Se fosse num teste de avaliação, na visão do economista, Marconi passaria com uma “nota boa, no mínimo uma nota oito. Considerando o problema que ele herdou, a recessão que contrai receitas e a falta de uma solução mais articulada por parte do governo federal, estar com um nota oito é bom demais”, diz.

Raul Velloso avalia que, em função do déficit previdenciário, o espaço que o governo tem para arcar com as despesas e fazer a parte que lhe toca – segurança pública, infraestrutura – foi ficando também menor em função da recessão. “E aí ele tem um pedaço menor, por causa da recessão, e porque as despesas com os aposentados subiram muito”.

O economista ressalta que Marconi tem brigado, conseguido empréstimos, “mas fica uma gestão financeira apertada”. Para ele, é um desafio a cada ano o governador fechar todas as contas, como tem feito. E isso, acrescenta, não vale só para Goiás, mas para a maioria dos estados. “Você pode ter um ou outro caso que tem folga”. Raul Velloso argumenta que “o estado que tem muito aposentado está ferrado”.

Existem órgãos públicos, pontua, que aceitam pagar alguma coisa, outros não aceitam pagar nada. A situação do déficit previdenciário de Goiás, de acordo com levantamento feito pelo economista, é melhor que a média nacional. No ranking do peso dos aposentados na receita, numa média de 2014 a 2017, Goiás aparece com 15,5%, contra 16,3% do conjunto dos demais estados. “Estar abaixo da média é um milagre”, pondera Raul Velloso, explicando que, excluindo o Tocantins e os ex-territórios, que praticamente não têm aposentados, a melhor situação é o Estado do Amazonas, com 8,7%, mesmo assim trata-se de um estado pequeno, do ponto de fiscal de pessoal.

O piore estado no ranking nacional em termos de comprometimento da receita com a folha de aposentados é, de acordo com o Velloso, Rio do Grande Sul (23,4%). “Goiás até que está numa posição relativamente tranquila nesse particular aqui, quando se compara com o Rio Grande do Sul. “Isso mostra que o estado sofre, mas não está à míngua”.

Segundo ele, o problema se agravou em função da crise econômica, que diminuiu o ritmo da atividade econômica e provocou perda de receita para os Estado. Por fim, Raul Velloso avalia que Marconi se prepara para mostrar um resultado importante de investimentos e entregar para o sucessor um Estado que esteja minimamente em ordem financeira. “O que eu percebo é que ele está reunindo as condições para isso”.

A bomba do déficit previdenciário, na avaliação de Raul Velloso, já está explodindo para alguns estados – Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais. “Esses três estão à beira do despenhadeiro”, arremata, explicando que Goiás pode não ser um filé mignon, em função da recessão brava que toma conta do país e de uma herança de aposentados que vem de outras gestões. “Isso vem de muito tempo”, finaliza.

Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás


 

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