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 Foliões aprovam desfile de blocos na Avenida 23 de Maio, em São Paulo - Jornal Brasil em Folhas
Foliões aprovam desfile de blocos na Avenida 23 de Maio, em São Paulo


A novidade do carnaval de São Paulo deste ano foi aprovada pelos foliões. Com o crescimento dos blocos de rua da capital, que chegaram a reunir centenas de milhares de pessoas no ano passado, a prefeitura decidiu adotar um novo espaço, a Avenida 23 de Maio, entre o bairro do Paraíso, próximo da Avenida Paulista, e a região central da cidade. A experiência passou no teste inaugural, neste domingo de carnaval, apesar das ressalvas em relação à acessibilidade para chegar à avenida.

A avenida esteve repleta desde a manhã de hoje (11). Durante a tarde, ela foi completamente tomada pela multidão por todo o trecho de três quilômetros delimitado paras os desfiles. Desfilaram o bloco Domingo Ela Não Vai, de manhã, e Vou de Táxi, Chá Rouge e Bloco do Desmanche, à tarde, todos de grande apelo de público. Segundo a prefeitura, apenas após a passagem do último bloco será possível estimar o número de pessoas que passou pela 23 de Maio ao longo do dia.

“Eu achei ótimo, tem muito espaço e a gente ainda pode circular à vontade pela outra faixa”, avaliou Márcia Campello, 32 anos, que veio de Campinas com um grupo de amigos. Ela se referia ao fato de o desfile ocupar quatro faixas da avenida num sentido, ficando a pista oposta livre para circulação das pessoas.

Uma das suspeitas levantadas anteriormente era de que o declive da 23 de Maio seria incompatível com o desfile dos blocos. Mas isso não foi problema. “Estou adorando, dá para brincar muito mais, porque pra baixo todo santo ajuda”, concluiu Jônatas Ferreira, 27 anos, do bairro da Brasilândia, zona norte da capital.

Acessibilidade

As queixas se dirigiram à acessibilidade e orientação. “Pra chegarmos aqui, tivemos que descer por um barranco e achei perigoso a gente cair”, contou Adriana Lorenzetti, 22 anos, que estava com três amigas. Ela mora na região da Paulista e conhece bem o local, mas achou que faltou sinalização. É a mesma opinião de Carlos Alberto Sanchez, 45 anos, de Osasco, na Grande São Paulo, que estava com a namorada. “Viemos de carro e tivemos dificuldade para parar. Depois, chegamos até aqui meio que seguindo as pessoas.”

Os problemas foram previstos pelo prefeito João Doria. Ontem (10), ele afirmou que este ano serviria como teste para a avenida. “Nós estamos muito animados e convencidos de que será um sucesso. Evidentemente é um teste. Um teste sempre terá aprimoramento a ser feito”, declarou.

Edição: Wellton Máximo

 

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