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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Ataques a tiros e inação: EUA enfrentam seus demônios - Jornal Brasil em Folhas
Ataques a tiros e inação: EUA enfrentam seus demônios


Os Estados Unidos se viram forçados mais uma vez a enfrentar o fato de serem o único país desenvolvido onde os ataques a tiros em massa nas escolas são recorrentes, mas o problema está longe de ser resolvido.

Após o massacre em uma escola de ensino médio na Flórida, na quarta-feira, que deixou 17 mortos, não há indícios de que o país adotará medidas para evitar uma nova tragédia.

O ataque a tiros, o 18º neste ano, ativou um ciclo já conhecido: reações horrorizadas, unidade na dor, indignação, polarização política e inação.

Se o debate se torna estéril, é porque as posições não mudam.

Por um lado, estão os que se opõem a qualquer tipo de controle, em nome da segunda emenda à Constituição, que estabelece o direito à posse de armas.

Argumentam que nenhuma lei pode evitar que indivíduos transtornados e delinquentes consigam uma arma, nem que abram fogo em uma escola. Dado este perigo, todos os cidadãos devem poder estar armados se proteger.

Por outro lado, estão os que pedem que se controle a posse de armas, como o ex-presidente democrata Barack Obama, que nesta quinta-feira se negou a acreditar na inevitabilidade destes dramas.

Não somos impotentes, disse no Twitter, pedindo uma legislação de bom senso para aumentar a segurança em relação às armas.

- As armas, mito fundacional -

Os que buscam restringir a posse de armas levaram sua luta ao terreno local, onde buscam convencer os políticos sobre a necessidade de fazer controles forenses e psiquiátricos obrigatórios antes de qualquer venda.

Um objetivo nada fácil de alcançar em um país onde as armas são parte do mito fundacional: com elas se conseguiu a independência e se conquistou o Velho Oeste.

Os próprios termos do debate se distorcem: os políticos financiados pela Associação Nacional do Rifle (NRA), o poderoso lobby que apoiou Donald Trump em sua campanha eleitoral, rejeitam por ideologia admitir que uma arma de fogo, por definição, seja um objeto letal, e que facilitar seu acesso é arriscado.

Em um discurso televisionado nesta quinta, Trump declarou o país em luto, mas evitou qualquer menção ao polêmico tema de limitar o porte de armas.

O presidente atribuiu o massacre da Flórida a uma pessoa com transtornos mentais, sem mencionar como o atirador pode ter adquirido um fuzil de assalto aos 19 anos, uma idade em que a maioria dos americanos não pode nem comprar álcool legalmente.

O procurador-geral Jeff Sessions descartou qualquer reforma legislativa, e fez um chamado à aplicação das leis que buscam impedir que delinquentes e doentes mentais possuam armas.

No entanto, quase todas as estatísticas mostram o vínculo direto entre a proliferação de armas e a frequência dos ataques a tiros.

Os americanos, menos de 5% da população mundial, possuem quase a metade das armas de propriedade civil do mundo. A taxa de homicídios por disparos é 25 vezes maior que no resto dos países desenvolvidos.

O risco de morrer por uma bala é 300 vezes maior para um americano do que para um japonês.

- Rezar ou agir? -

Se mais armas e menos legislação sobre armas fortalecessem nossa segurança, os Estados Unidos seriam o país mais seguro do mundo, mas temos a taxa mais alta de violência armada de qualquer nação desenvolvida, recorda Shannon Watts, fundadora da Moms Demand Action, uma organização que luta contra a posse de armas de fogo.

Como sempre depois de um ataque a tiros, os políticos favoráveis à NRA não responderam, nesta quinta-feira, esta pergunta embaraçosa, alegando respeito às vítimas.

Este não é o momento para esta discussão, sentenciou o governador republicano da Flórida, Rick Scott. Ele e o senador republicano Marco Rubio chamaram a população a rezar, provocando a exasperação de muitos.

Não me diga (que hoje) não é um bom momento para discutir a violência armada, se você é um político e não faz nada com este massacre, então é cúmplice, replicou Chris Murphy, senador democrata de Connecticut.

Inclusive celebridades com muitos seguidores nas redes sociais provavelmente tampouco serão escutadas.

Devemos a nossos filhos e professores a segurança nas escolas. As orações não conseguirão isso: a ação sim. Congresso, por favor faça seu trabalho e proteja os americanos da violência armada sem sentido, disse Kim Kardashian.

As orações sem ações são mentiras para si próprio, não escutadas por nenhum Deus, que não levam a nada, reagiu o ator Mark Ruffalo.

 

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