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20 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Atirador de escola na Flórida é adolescente problemático e fã de armas - Jornal Brasil em Folhas
Atirador de escola na Flórida é adolescente problemático e fã de armas


Foto de registro de Nikolas Cruz, apontado como responsável pelo massacre em uma escola da Flórida, obtida em 15 de fevereiro de 2018 como cortesia do gabinete do xerife do condado de Broward, na Flórida

Nikolas Cruz, o atirador que causou a morte de 17 pessoas nesta quarta-feira em uma escola de ensino médio da Flórida, é um adolescente admirador de armas, que havia sido expulso do estabelecimento de ensino por razões disciplinares.

A foto divulgada pela polícia mostra um jovem de 19 anos, cabelo castanho curto, olhos claros e rosto juvenil.

A Anti-Defamation League (ADL), uma associação de luta contra o antissemitismo, revelou nesta quinta-feira que Cruz eram integrante de um grupo de supremacistas brancos.

De acordo com Jonathan Greenblatt, dirigente da ADL, um líder do grupo Republic of Florida (RoF), que se identificou como Jordan Jereb, admitiu que Cruz participou se sessões de treinamento com outros integrantes do movimento.

O grupo RoF se autodefine como uma organização branca de direitos civis que luta pela identidade política dos brancos, que propõe a criação de um etno estado em que a sociedade se veja livre das políticas antibrancos.

Na quarta-feira, o rapaz chegou no horário do fim das aulas do colégio que havia frequentado, o Marjory Stoneman Douglas High School de Parkland, portando um fuzil semiautomático AR-15 e uma grande quantidade de munição. Ele disparou o alarme de incêndios para dar início ao ataque contra os estudantes que deixavam o prédio.

A polícia do condado conseguiu prendê-lo mais tarde, na localidade próxima de Coral Springs.

Nascido em setembro de 1998, Nikolas Cruz e seu irmão foram adotados ao nascer por um casal já de certa idade, segundo o jornal Sun Sentinel.

Sua mãe adotiva, Lynda Cruz, morreu de pneumonia no final do ano passado, e Nikolas foi acolhido pela família de um colega de turma em uma casa onde tinha seu próprio quarto.

O advogado da família de acolhida, Jim Lewis, assegurou ao jornal que eles o receberam dizendo que estavam fazendo uma boa ação. Ele era um pouco estranho, estava um pouco deprimido após a morte de sua mãe, mas quem não estaria?, ponderou o advogado.

O jovem frequentava uma escola pública e trabalhava em uma loja próxima.

Ele postou nas redes sociais mensagens alarmantes, segundo o xerife de Broward, Scott Israel, sem precisar a natureza dessas mensagens, e insistindo na necessidade de denunciar esse tipo de publicação.

Cruz era conhecido na escola como um aluno com problemas, segundo vários testemunhos recolhidos pela imprensa local.

Tive problemas quando ameaçou estudantes do ano passado e acha que disseram a ele que deveria abandonar o campus, declarou ao jornal Miami Herald Jim Gard, professor de matemática que o teve como alune em sua turma.

Segundo Gard, a direção do colégio havia advertido que Cruz não poderia entrar no recinto se estivesse portando uma mochila, por causa da de suas ameaças.

- Embriaguez -

Um estudante entrevistado pela cadeia local WSVN-7 explicou que Cruz era um garoto com problemas, possuía armas em casa e que havia comentado que iria usá-las. Ele disparava seu fuzil porque dava uma sensação de embriaguez, comentou.

Segundo Nicholas Coke, outro aluno, Cruz era um jovem solitário, que abandonou a escola meses antes porque ia se mudar para o norte da Flórida, depois da morte de sua mãe.

Também teria tido uma preparação militar, segundo fontes do Pentágono que não deram mais detalhes.

Outro estudante entrevistado pelo canal local WJXT afirmou que já era previsível que o rapaz passasse das ameaças à ação.

Honestamente, muita gente dizia que ele um dia ia disparar no colégio, declarou o aluno, que não foi identificado.

Ele explicou ainda que Cruz conhecia muito bem o lugar e os procedimentos da escola para casos de emergência.

Ele estava no segundo andar, conhecia a disposição das salas de aula, sabia onde estavam os alunos. Estava habituado aos exercícios de incêndio, enfim, estava preparado, concluiu.

 

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