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24 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Polícia Civil faz levantamentos para determinar causas de acidente com ônibus - Jornal Brasil em Folhas
Polícia Civil faz levantamentos para determinar causas de acidente com ônibus


Policiais da Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos (Deav) já iniciaram os levantamentos para concluir quais foram as causas do acidente com o ônibus da linha 305 (Estação Diamante/Mangueiras), no Barreiro. Os agentes estão fazendo levantamentos para tentar imagens de câmeras de segurança que possam ter flagrado o veículo desgovernado e também convocar vítimas e testemunhas para prestar depoimento. As investigações devem ser finalizadas dentro de 30 dias.

Os levantamentos da Polícia Civil já começaram no dia do acidente com o trabalho da perícia. O laudo está previsto para ser apresentado em 30 dias. O inquérito foi aberto nesta quinta-feira “Vai bater com a data de conclusão de inquérito. Vamos confrontar as informações de testemunhas e vítimas do acidente. Verificar se realmente houve falha no freio do ônibus, como foi dito por uma pessoa, se ocorreram outros fatores que possam ter causado o acidente, pois podem ser vários. Mas, a priori, a informação de testemunhas que se manifestaram é sobre a hipótese de problemas nos freios do ônibus”, explicou o delegado Roberto Júnior, titular da Deav.

A versão da perda dos freios foi contada Giane da Silva Coelho, de 37 anos, que sobreviveu a tragédia. Ao deixar o hospital João XXIII, onde recebeu atendimento médico, ela disse que o veículo descia o morro quando uma passageira começou a gritar que havia dado o sinal, mas o ônibus começou a se acelerar mais. “O motorista virou pra trás e falou: ‘Não tem freio, não tem freio!’’. E todo mundo começou a entrar em desespero e eu falando pro pessoal: ‘Senta, gente. Vai cair lá embaixo, no córrego’”, narrou.

Na manhã desta quinta-feira, os policiais da delegacia começaram a convocar testemunhas e vítimas do acidente para prestar depoimento. “Estamos indo a campo para buscar imagens que possam ter flagrado o acidente e, também, para detectar se o motorista estava consciente no momento, se teve o mau súbito, ou se aconteceu alguma adversidade”, diz o delegado. “Acredito que no máximo 30 dias conclua os autos e encaminhe para a Justiça com os laudos periciais, de necrópsia, do médico legista das pessoas que se feriram e todos os dados para comprovar o que aconteceu naquela noite”, finalizou.

Internações

Seguem internadas em hospitais de Belo Horizonte 14 pessoas que ficaram feridas no acidente. Boletim divulgado pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) mostra que nove vítimas estão no Hospital João XXIII. Destas, sete estão em estado grave e duas estáveis. No Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, no Barreiro, três adolescentes, entre 16 e 18 anos, ainda recebem tratamento. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), um garoto recebeu alta nesta manhã na unidade de saúde.

Ainda há uma criança de 12 anos internada no Hospital Odilon Behrens. A garota passou por cirurgia nessa quarta-feira, mas o estado de saúde dela não foi revelado. A mãe da menina está entre as pessoas mortas no acidente. No Hospital Risoleta Tolentino Neves, tem um paciente internado. Um homem que estava na unidade em estado grave foi transferido no início da tarde para o João XXIII.

O acidente

O acidente aconteceu na noite de terça-feira provocando a morte de cinco pessoas e 18 feridos. O ônibus ficou desgovernado na Rua José Luiz Raso, Bairro Mangueiras, e desceu quase 500 metros sem controle, até que subiu em uma calçada e praticamente decolou sobre um córrego, parando sobre o curso dágua com a frente do coletivo apoiada no muro de arrimo do outro lado do canal. O acidente aconteceu por volta das 19h15 da noite desta terça-feira.

As cinco pessoas que morreram foram identificadas como: o motorista do ônibus, Marcio João de Carvalho, de 59 anos, Maria do Carmo Pereira dos Santos, 73, Dayse de Fátima Josino Trindade, 55, Naiara Dias Martins, 30, e Thais Soares Morais, 25.

 

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